Infraestrutura
Primeiro leilão de energia gerada por eólicas completa cinco anos
Energia e meio ambiente
O ano de 2009 começou aquecido para os investidores do segmento eólico. Em fevereiro daquele ano, o Ministério de Minas e Energia publicou uma portaria com as diretrizes para que fosse realizado o primeiro leilão para a contratação exclusivamente de usinas de geração a partir do vento. O certame seria o segundo na modalidade de energia de reserva, que já havia viabilizado a contratação de termelétricas a biomassa no ano anterior.
As discussões sobre as regras e os preços-teto para a licitação movimentaram o mercado ao longo de todo o ano. Em julho, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) anunciava que 13,3 GW estavam cadastrados para competir no certame. O presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, avaliou à época que “o interesse dos empreendedores superou as expectativas até do mais otimista dos analistas.”
Em novembro era anunciado que 339 usinas, que somavam 10 GW em capacidade instalada, estavam habilitadas tecnicamente para a disputa, agendada para 14 de dezembro. O preço inicial foi definido em R$189/MWh, sendo que os empreendedores que ofertassem os menores valores fechariam contratos de 20 anos para a venda de energia a partir de julho de 2012.
O leilão foi realizado sob muita expectativa e ampla cobertura da imprensa, até porque acontecia em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-15), promovida em Copenhague entre 7 e 18 de dezembro.
O resultado foi um preço médio de venda de R$148,39/MWh, que representou um deságio de 21,49% sobre o teto que havia sido estabelecido. A contratação somou 1,8 GW em usinas a serem construídas em Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Elbia Melo, que era conselheira da CCEE na época do leilão e desde 2011 é presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), comentou que o resultado da licitação foi um divisor de águas. “A partir daí, governo e empresários perceberam a importância da inserção à fonte eólica na matriz energética brasileira, porque ela se mostrou competitiva”
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