Infraestrutura
“Pantanal Alagoano” recebe mais um repovoamento
Pesca
O “Pantanal Alagoano” voltou a ser repovoado por espécies de peixes nativos, nessa quinta-feira (13), em mais um peixamento realizado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
A iniciativa aconteceu na várzea da Marituba do Peixe, um importante berçário de espécies nativas da bacia hidrográfica do rio São Francisco em Alagoas.
O peixamento foi realizado no Porto de Nossa Senhora, localizado em uma das lagoas marginais da várzea, no povoado Pontes, cidade de Feliz Deserto, e deve beneficiar diretamente a comunidade de agricultores e pescadores artesanais.
José da Silva é um dos pescadores artesanais beneficiados com o peixamento e também preside a Associação de Criadores de Peixes e Agricultores do Povoado Pontes, instituição que solicitou a realização do repovoamento.
A associação é formada por 107 membros, que se dividem entre a pesca, a criação de peixes em viveiros escavados e a agricultura.
“Nós vimos que a quantidade de peixes na lagoa estava bem baixa e decidimos pedir à Codevasf para realizar esse peixamento. Hoje os peixes chegaram e somente temos a agradecer, pois temos a garantia de ter o que colocar no prato da família”, comemora.
Ele sugeriu que as associações desses povoados também trabalhem em parceria com a Codevasf para repovoar outros trechos de lagoas marginais da várzea da Marituba do Peixe.
“Todas essas associações da região também devem pedir o peixamento à Codevasf. Se pensarmos assim, será mais fartura em nossa mesa”, defende Silva.
Ele lembra que esse foi o terceiro peixamento realizado nos últimos anos pela Codevasf somente no trecho da “Pantanal Alagoano” situado no povoado Pontes.
Os peixes utilizados no repovoamento foram produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua São Francisco), centro tecnológico da Codevasf em Porto Real do Colégio (AL).
Segundo o chefe da unidade, o engenheiro de pesca Álvaro Albuquerque, foram inseridos no “Pantanal Alagoano” peixes juvenis e alevinos das espécies curimatã, conhecidos no Baixo São Francisco como xira, matrinchã, cari e pacamã.
“Projetamos que, em cerca de oito meses, algumas espécies como a matrinchã já devam ter atingido o tamanho ideal para pesca”, afirmou.
O engenheiro de pesca da Codevasf ainda destacou para a população que acompanhava o peixamento o objetivo da ação e pediu o compromisso da comunidade para que não pesquem os animais ainda na fase de crescimento.
“Essa é uma ação de revitalização do rio São Francisco que precisa da participação de todos vocês para que tenha sucesso. Ainda que façamos vários peixamentos, se os peixes colocados aqui não puderem atingir seu tamanho ideal para serem consumidos, não teremos sucesso”, alertou.
Para Reginaldo Santos, conhecido como Gil do Pontes, que participou do peixamento, a participação da comunidade do povoado será essencial para o aumento da população de peixes no “Pantanal Alagoano”.
“Peço a todos que moram aqui no Pontes que não pesquem esses peixes, pelo menos por enquanto. Temos que dar condições para que esses peixes cresçam e possam alimentar mais pessoas. Temos que pensar no futuro, pois esse será nosso alimento amanhã”, afirmou, enquanto conversava com a população que acompanhava o peixamento.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Feliz Deserto, Emanuel Lessa, também destacou os resultados do peixamento para a segurança alimentar da população e para revitalização ambiental do “Pantanal Alagoano”.
“Os peixamentos realizados pela Codevasf são de importância fundamental para a comunidade local, em especial para aqueles que têm na pesca uma alterativa de renda. Hoje, não se passa mais vários dias para se pescar apenas um peixe. No primeiro dia de pesca, já se pega peixes suficientes para alimentação da família e comercialização do excedente”, disse.
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