Infraestrutura
Angra 1 será reabastecida com urânio enriquecido no País
Tecnologia nacional
Pela primeira vez, uma usina nuclear brasileira será reabastecida com urânio enriquecido no Brasil.
Na 22ª recarga de combustível de Angra 1, prevista para 2016, 80% do urânio enriquecido a ser utilizado virá da Fábrica de Combustível Nuclear (FCN) das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende (RJ).
Com isso, a tendência é diminuir a dependência do Brasil, que atualmente enriquece 100% do urânio usado no reabastecimento das usinas Angra 1 e 2 em empresas estrangeiras.
Todo o urânio enriquecido (UF6) produzido na FCN até junho de 2015 será utilizado na fabricação de combustíveis da 22ª recarga de Angra 1 – programada para o ano seguinte e com duração estimada em 36 dias.
A utilização de tecnologia nacional vai gerar economia para o setor nuclear brasileiro, já que o processo de enriquecimento representa 30% do custo de fabricação do combustível nuclear.
Atualmente, estão sendo acumuladas cerca de 16 toneladas de urânio enriquecido para essa recarga de Angra 1 – quantidade correspondente a oito cilindros do material.
Em seu estado natural, o índice de concentração do urânio é de 0,7%, mas, após o processo de enriquecimento, essa taxa chega a 4%.
Com este nível de concentração, gera-se uma grande quantidade de energia, capaz de alimentar os geradores nucleares.
Novos estudos vêm sendo realizados para atender, no futuro, toda a geração energética nuclear do Brasil, que inclui as usinas Angra 1 e 2, em funcionamento, e Angra 3, com previsão para entrar em operação comercial em 2018.
Em números, isso representará uma potência nominal de 3.395 MW (640 MW de Angra 1; 1.350 MW de Angra 2 e 1.405 MW de Angra 3).
Fonte:
Eletrobras
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















