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Infraestrutura

Campo de Lula, no pré-sal, terá levantamento em Sísmica 4D

Tecnologia

Campo tem cerca de 1.500 quilômetros quadrados (maior do que a área de 1.200 km² da cidade do Rio de Janeiro)
publicado: 05/11/2014 18h24 última modificação: 05/11/2014 18h24
Divulgação/Petrobras Para realizar esse tipo de levantamento serão instalados sensores sísmicos, denominados NODES, no solo marinho

Para realizar esse tipo de levantamento serão instalados sensores sísmicos, denominados NODES, no solo marinho

Considerada umas das tecnologias mais avançadas no monitoramento de campos de petróleo, a sísmica 4D (que engloba, além das 3 dimensões do espaço, o tempo) será utilizada para a realização de um levantamento no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

O campo tem cerca de 1.500 quilômetros quadrados (maior do que a área de 1.200 km² do município do Rio de Janeiro), localizado a 250 quilômetros do litoral e em águas com 2.200 metros de profundidade.

Comparando os dados sísmicos registrados em momentos diferentes - sísmica 4D - será possível aprofundar os conhecimentos da distribuição espacial das características dos reservatórios, permitindo definir as melhores condições e possibilidades de produção, fornecendo informações sobre a variação de saturação de fluidos e pressão no decorrer do tempo de produção do campo.

Para realizar esse tipo de levantamento serão instalados sensores sísmicos, denominados NODES, no solo marinho.

O processo compreende a emissão de sinais sísmicos por um navio sísmico com fonte de energia acústica que após sua propagação em direção as camadas geológicas profundas, refletem e voltam às estações sísmicas no assoalho oceânico onde são registrados.

Estes registros são enviados aos centros de processamento sísmico e após processamento especializado permitem a radiografia do subsolo, revelando informações sobre os reservatórios.

A comparação entre os dados adquiridos em momentos distintos possibilita reconhecer as propriedades dinâmicas dos reservatórios como saturações de fluidos e pressões distribuídas espacialmente ao longo do campo.

Com estas informações são definidas as melhores localizações para perfuração de poços produtores e injetores (nos quais é injetada água para facilitar a extração do petróleo), a quantidade de água necessária para injetar num poço, assim como o volume de petróleo que pode ser extraído.

A sísmica 4D será aplicada em caráter pioneiro nos reservatórios carbonáticos do pré-sal brasileiro e servirá como referência tecnológica para toda a indústria petrolífera em escala mundial.

Aguardamos liberação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar o levantamento em Lula.

Tecnologia em monitoramento sísmico

A tecnologia da sísmica 4D também está sendo utilizada para o monitoramento sísmico contínuo dos reservatórios de petróleo.

Foi desenvolvido um projeto pioneiro de monitoramento permanente com 4D no campo de Jubarte, no Parque das Baleias, área da Bacia de Campos com reservatórios, tanto no pós-sal como no pré-sal na costa do Espírito Santo.

Em reservatórios turbidíticos como os de Marlim, a tecnologia sísmica 4D permite um gerenciamento otimizado e, assim, o adensamento da malha de poços de produção, de modo que esse tipo de reservatório possa atingir fatores de recuperação superiores a 50%.

Fonte:
Agência Petrobras

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