Infraestrutura
Encontro discute importância de recursos não convencionais
Recursos petrolíferos
Começou na terça-feira (25), workshop técnico internacional sobre recursos petrolíferos não convencionais.
Na abertura do evento, o Secretário de Petróleo, Gás Natural, e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antonio Martins Almeida, destacou a importância de trazer à tona o assunto, para que o Brasil possa aprender com outros países que avançaram na exploração desses recursos e garantir acesso a esses combustíveis, com preços competitivos.
O evento, que tem o objetivo de discutir o aproveitamento desses combustíveis, além de aspectos ambientais e regulatórios, continua nesta quarta-feira (26).
Almeida afirmou que o MME avalia que a tecnologia para a exploração e produção de recursos não convencionais já está solidificada, e que esse conhecimento deve ser compartilhado, para garantir o acesso a esses energéticos.
“Precisamos hoje é socializar, disseminar esse entendimento que o ministério tem sobre o assunto. E mais do que isso, é trazer elementos técnicos, fatos e dados, que consigam dar a mesma segurança de que o Ministério tem hoje, de que a exploração de recursos não convencionais é mais arriscada, mas possível, mais custosa, mas é viável", destacou o secretário.
"E ela e mais do que tudo importante para o desenvolvimento do País, para que tenhamos uma indústria consumidora de gás, que receba o energético em condição competitiva como nossos países vizinhos e outros mais distantes.”
O licenciamento ambiental tem papel fundamental nesse processo, reforça Almeida, para que a exploração e produção aconteça de forma sustentável.
De acordo com o Secretário de Petróleo e Gás Natural, nenhum bloco será explorado ou produzido no País sem que a licença ambiental determine quais são as ações mitigadoras e as determinações prévias que devem ser tomadas pelas empresas.
O Secretário também aponta que a regulação brasileira criada para a exploração de recursos não convencionais é “severa”. “Poucos países têm regulação tão impositiva e severa quanto a que implementamos aqui no Brasil”, reforçou Almeida.
Também participam do workshop representantes dos governos do Reino Unido e dos Estados Unidos, com quem o Brasil tem diálogo de cooperação no setor.
Para Marco Antonio Almeida, a análise das experiências de outros países no setor pode evitar erros e poupar tempo e esforços para gerar conhecimento no País.
“Nosso objetivo é entender os principais erros cometidos lá fora para evita-los, e aprender com essas experiências. A ideia é que a gente consiga ganhar tempo e evitar aprendizagem que não precise ser desenvolvida, além de evitar erros, aproveitando a experiência de terceiros”, afirmou.
O “Workshop técnico sobre recursos petrolíferos não convencionais” é promovido no âmbito do Comitê Temático de Meio Ambiente (CTMA) do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (PROMINP), que é coordenado conjuntamente pelo MME e pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA).
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















