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Infraestrutura

Futuro da agricultura está nas parcerias, defende diretor de Itaipu

Viabilidade

Associação de instituições é peça-chave para agronegócio, além do desenvolvimento sustentável para agregar valor às commodities
por Portal Brasil publicado: 28/11/2014 16h51 última modificação: 28/11/2014 16h51

O diretor-geral de Itaipu Binacional, Jorge Samek, defendeu as parcerias como uma das principais ferramentas para viabilidade da agricultura no futuro.

A declaração foi feita na quinta-feira (27), durante primeira conferência do 2º Fórum de Agricultura da América do Sul, cujo tema central é “Inovação e sustentabilidade no campo.”

O evento, organizado pelo jornal Gazeta do Povo, foi aberto nesta quinta e termina nesta sexta-feira (28), no Hotel Bourbon, em Foz do Iguaçu (PR).

Na análise do diretor, a associação das mais variadas instituições – incluindo universidades, poder público e os próprios produtores – é peça-chave para que o agronegócio permaneça viável para o setor e sustentável para as próximas gerações.

Para Samek, o trabalho de Itaipu e parceiros nas microbacias da região oeste, “a mais produtiva do Estado do Paraná”, prova que é possível aliar desenvolvimento e sustentabilidade, a partir de projetos de inovação.

Como exemplo, citou ações feitas pela binacional e parceiros na região da Bacia do Paraná 3, que vão da proteção dos mananciais e do solo, passam pelo uso de biocombustíveis para automóveis, e chegam até o reaproveitamento de dejetos de animais para produção de energia.

“Na cidade de Entre Rios do Oeste, estamos transformando um grande problema, que é a contaminação dos mananciais, em solução”, afirmou o diretor, explicando como a cidade deve se tornar a primeira do País autossuficiente em energia, a partir do biogás gerado pelos suínos.

Na cidade, a quantidade de porcos é 35 vezes superior a de humanos. São 140 mil animais e quatro mil moradores.

“Essas práticas não são trabalhos exclusivos de Itaipu, são fruto de entendimento com as cooperativas, prefeituras, sindicatos e outras instituições”, destacou o diretor, que lembrou também do programa do Veículo Elétrico.

A expectativa é que, futuramente, o produtor terá sua propriedade autossustentável em energia e até seu carro será elétrico e reabastecido no próprio local.

Uma amostra de um veículo elétrico, o compacto Renault Twizy, montado em parceria com a Itaipu, está em exposição no Bourbon.

Soja e milho, frango e presunto

Outra estratégia de desenvolvimento sustentável é agregar valor às commodities.

“Vivemos uma fase na qual as pessoas querem comer melhor e devemos estar preparados para este tipo de demanda. Aqui, na nossa região, plantamos milho e colhemos frango pronto para exportação. Plantamos soja e colhemos presunto. Essa agregação de valor [ao produto primário] é transformadora”, disse o diretor, engenheiro agrônomo de formação e de família de produtores rurais.

“A tecnologia e as parcerias universidades e instituições de pesquisa podem contribuir neste processo a exemplo do que ocorreu com o plantio direto na região oeste, com envolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)", concluiu.

Balanceado

O equilíbrio entre os interesses também é benéfico, avaliou.

“O Código Florestal, aprovado em 2012, foi um avanço. Ele não foi o documento do sonho do agronegócio e nem dos ambientalistas. Por isso mesmo é um documento justo, porque foi equilibrado”, afirmou.

“Estou convencido que não haverá dificuldades no futuro e de estarmos vivendo hoje nosso melhor momento.”

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo, participou do evento e também destacou a importância das articulações.

“Quanto mais harmonizados estivermos, mais fortes seremos para negociar com os países que demandam e vão demandar nossa produção”, afirmou.

O evento

O Fórum recebe especialistas de 11 países para debater o agronegócio internacional, sob a perspectiva dos sul-americanos. A abertura foi feita por Jorge Fontoura Nogueira, doutor em direito internacional e árbitro do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul – onde são discutidos conflitos comerciais.

Para o especialista, conflitos comerciais são saudáveis, porque eles só ocorrem onde há relações. “Conflitos demonstram que a relação vai bem.”

Depois de Nogueira, o palestrante foi Willian Tierney, da AgResource, dos Estados Unidos. O moderador foi o gerente do Núcleo Agronegócio Gazeta do Povo, Giovani Ferreira.

Fonte:
Itaipu Binacional

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