Infraestrutura
Oficina avalia gerenciamento de riscos agropecuários
Gestão
O levantamento e o gerenciamento de riscos agropecuários dependem de uma visão integrada. Essa foi o mote da Oficina Avaliação Integrada de Riscos Agropecuários realizada na sede da Embrapa nos dias 25 e 26 de novembro e organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa e Banco Mundial.
O evento buscou identificar lacunas e oportunidades para melhoria das políticas a serem adotadas.
“Diferentes trabalhos da Embrapa como o zoneamento de risco climático e a organização de pesquisas por portfólios colaboram para uma abordagem integrada dos riscos agropecuários”, expôs o diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Ladislau Martin Neto.
Ele também ressaltou a importância dos sistemas de inteligência estratégica que permitem prever e antecipar riscos e, desse modo, reduzir impactos negativos no setor agropecuário.
O Banco Mundial acredita que os recursos e esforços de diferentes países para gerenciar os riscos agropecuários podem e devem ser integrados e otimizados.
“Com programas integrados entre os países, podemos ter uma gestão de riscos mais eficiente”, afirmou o economista Diego Arias, representante da entidade.
Arias ainda narrou os esforços do Mapa, Embrapa e Banco Mundial para a realização da Oficina, que engloba oito tipos de riscos: eventos climáticos extremos e incêndios; sanidade vegetal; sanidade animal; gestão da propriedade e de recursos naturais; crédito e comercialização; comércio internacional; logística e grupos de interesse e marco regulatório.
“Preparamos durante três meses este evento para que pudéssemos pautar com propriedade políticas públicas”, lembra o economista.
Riscos sobre a economia
Os participantes do encontro puderam assistir à palestra. “Necessidade de uma visão integrada de riscos agropecuários,” proferida pelo gerente de Agricultura para América Latina do Banco Mundial, Laurent Msellati.
O especialista ressaltou o forte impacto que os riscos agropecuários impõem sobre a economia dos países em desenvolvimento.
“Esses riscos são os maiores influenciadores da volatilidade do produto interno bruto (PIB) dos países emergentes”, afirmou.
Msellati listou seis fatores que levaram o Banco Mundial a investir no gerenciamento de riscos agropecuários. O primeiro é a segurança alimentar.
“O mundo possui 1,3 bilhão de pessoas em condição de pobreza extrema e morando em países nos quais catástrofes naturais provocam a perda de anos em investimentos”, lamentou.
Após a apresentação, os participantes se dividiram em painéis de trabalho temáticos organizados nas oito áreas de risco abordadas.
A expectativa é de que o resultado do trabalho seja apresentado às autoridades governamentais em fevereiro de 2015.
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