Infraestrutura
Equipamentos facilitam acesso a água em 103 comunidades rurais
Minas Gerais
Cerca de 25 mil pessoas terão o acesso a água para consumo humano e afazeres domésticos facilitado após a distribuição, ao longo de 2014, de mais de 630 mil metros de tubos em PVC e centenas de caixas d’água de fibra de vidro e bombas submersas.
Os equipamentos foram entregues pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) a 103 comunidades rurais de 35 cidades do Norte de Minas.
Todas as cidades estão em situação de emergência decretada em 2014 pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional.
A ação visa a distribuição de equipamentos e materiais destinados ao abastecimento de água a pequenas comunidades rurais onde, por faltar água até mesmo para consumo humano, os moradores têm que buscar água em carroças ou com lata na cabeça.
As fontes de captação, que na maioria das vezes ficam a mais de cinco quilômetros de distância, são poços tubulares e pequenos barramentos em mananciais naturais.
Segundo o superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, Dimas Rodrigues, foi investido mais de R$ 1,6 milhão oriundo do Orçamento Geral da União e destinado à Codevasf por meio de emendas parlamentares.
De acordo com Dimas, essa é uma ação de alto alcance social, sanitário e comunitário, que permite a melhoria da saúde e da qualidade de vida dos beneficiados.
“Com esse trabalho o governo federal, por intermédio da Codevasf, não só está levando água limpa e pura à população rural, como está dando condições ao morador das comunidades beneficiadas de implantar pequenas hortas comunitárias em escolas e creches municipais”, enfatiza o superintendente regional da Codevasf.
Para a líder comunitária Luiza de Jesus Cardoso Veloso, presidente da Associação dos Moradores de Quilombinhos e Adjacências, da cidade de Francisco Sá, o material atende uma antiga reivindicação dos mais de 120 moradores da comunidade rural.
Até então, para esses moradores terem água em casa buscavam, a vários quilômetros de distância, no rio Vaca Brava, que na maior parte do ano fica totalmente seco.
O engenheiro agrônomo Fernando Britto, chefe de gabinete da Codevasf em Minas Gerais, disse que – com ações dessa natureza, de baixo investimento financeiro e de grande alcance social e comunitário – a Companhia está trilhando o caminho certo na busca de soluções para um dos mais sérios problemas da região.
“Toda essa ação é feita preventivamente, razão pela qual as comunidades beneficiadas não sentem tanto os efeitos da longa estiagem que assola a região norte mineira”, frisa o engenheiro agrônomo.
Fonte:
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
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