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Infraestrutura

Com chuvas, nível do Cantareira sobe mais uma vez e chega a 8,3%

Recursos Hídricos

Com a escassez de água, colégios de São Paulo mudam hábitos e enfatizam importância de preservar a água
por Portal Brasil publicado: 17/02/2015 15h55 última modificação: 17/02/2015 16h15
Divulgação/EBC Embora o sistema esteja em elevação desde o dia 5 deste mês, situação ainda é crítica

Embora o sistema esteja em elevação desde o dia 5 deste mês, situação ainda é crítica

O nível do Sistema Cantareira subiu 0,5 ponto percentual e atingiu 8,3% nesta terça (17), informou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

Embora o sistema esteja em elevação desde o dia 5 deste mês, a situação do principal manancial de abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo ainda é crítica. Atualmente o sistema recorre à cota do chamado segundo volume morto.

O nível dos demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo também subiu nesta terça-feira (17). O Alto Tietê passou de 14,6% para 15,2%. O Guarapiranga subiu de 55,3% para 55,6%. Já o Alto Cotia passou de 34,5% para 34,7%, o Rio Grande de 81,1% para 82% e o Rio Claro de 32,% para 33,2%.

Estratégias e iniciativas

A ameaça de um colapso no sistema de abastecimento de água de São Paulo tem levado as escolas a mudarem hábitos administrativos e a aumentarem a ênfase sobre a importância da preservação do meio ambiente nos projetos pedagógicos. Todos têm se mobilizado para enfrentar o problema.

Na Grade São Paulo, investimentos e criatividade são as ferramentas das escolas para lidar com a falta de água. As cisternas têm sido uma das opções mais procuradas para os estabelecimentos que podem arcar com os custos. Apesar de a água da chuva não ser própria para consumo, as reservas podem ser usadas para garantir a limpeza e o funcionamento dos banheiros.

O Colégio Pio XII, no Morumbi, zona sul paulistana, gastou R$ 1,5 milhão em uma obra para aproveitar a água que cai nos telhados da escola. Apenas meia hora de chuva forte é suficiente para encher os 40 mil litros da cisterna.

Na Luz, região central da capital, a Escola Estadual Prudente de Moraes também conta com o reforço de uma cisterna que aproveita a água que cai no telhado e no pátio. A instituição é uma das 104 escolas estaduais que contarão com o novo sistema. A rede estadual é composta de 5,3 mil estabelecimentos de ensino.

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Olinto Tortorello, em São Caetano do Sul (ABC paulista), foram colocadas garrafas plásticas dentro das caixas das descargas, reduzindo o consumo em um litro por uso. A medida conseguiu diminuir em 6,5 mil litros o consumo diário de 52,5 mil litros. 

Fonte:
Agência Brasil

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