Infraestrutura
Desabrigados no Acre recebem 967 moradias do Minha Casa Minha Vida
Casa própria
Na tarde desta quarta-feira (11), a presidenta Dilma Rousseff entrega, em Rio Branco (AC), 967 casas construídas pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) para abrigar famílias que perderam suas moradias por conta da cheia recorde que atinge o estado.
Das 967 unidades, 433 são do residencial Cidade do Povo – local onde ocorrerá a solenidade –, 423 do Rui Lino, 100 do Cabreúva e 11 do Abunã. Além das moradias já prontas, são 1.342 em construção que estão reservadas para os desabrigados.
Segundo o secretário estadual de Habitação, Jamil Asfury, a entrega das moradias é uma solução importante para amenizar a situação dos moradores que viviam nas margens do Rio Acre.
“Nós hoje estamos passando por um momento crítico e histórico no Acre, não só em Rio Branco, mas também em outros municípios. Tivemos o município de Brasiléia que foi atingido em 90% da sua cidade. Aqui em Rio Branco eu creio que é, pelo menos, uma solução imediata para as famílias mais atingidas e de baixa renda. Para o Acre é uma salvação”, avalia. Segundo o secretário, as famílias receberão a moradia à custo zero.
Todas as moradias são divididas em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, com piso cerâmico em todos os ambientes, sendo adaptáveis a pessoas com deficiência. Os imóveis possuem infraestrutura completa: pavimentação, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem, energia elétrica e disponibilidade de acesso ao transporte público.
Nova chance
Aline Oliveira Silva, 22 anos, foi uma das primeiras pessoas a perder a casa na enchente. Ela morava no espaço Igarapé, bem próximo ao rio. Teve que ir, junto com os dois filhos, para um dos abrigos oferecidos pelo governo. “Não dá para conseguir tudo de novo o que a gente perdeu. A gente perdeu guarda-roupa, sofá, tudo. A gente não esperava. A água veio de uma vez e não deu para a gente saber”, desabafa.
Depois de passar mais de uma semana no abrigo, Aline comemora a oportunidade de uma nova vida com os seus filhos. “Estou muito feliz de sair dessa área alagada, que traz doença e que faz a gente perder as coisas. A gente não vai mais viver nesse problema porque todo ano está alagando, sempre uma alagação pior do que a outra. Eu não tenho marido para me ajudar, então ficava bem difícil. Então lá na Cidade do Povo vai ser bom para os meus filhos pois tem escola e tem UPA (Unidade de Pronto Atendimento)”, disse.
Situação de emergência
Conforme a Portaria Interministerial no 1, de 24 de julho de 2013, que traça diretrizes e procedimentos no atendimento habitacional em casos de situação de emergência ou calamidade pública, as famílias atingidas são prioridade do programa Minha Casa Minha Vida. As unidades são entregues sem ônus a esses beneficiados. “Agora é um trabalho operacional, de esforço do governo do estado e da prefeitura de Rio Branco, para que essas famílias já possam ocupar as unidades do Minha Casa, Minha Vida”, explicou o ministro.
Em 2012, quando uma enchente de grandes proporções também atingiu o estado, o Ministério das Cidades entregou 1.674 unidades habitacionais do programa para famílias desabrigadas.
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