Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2015 > 03 > Minas Gerais adota programa ambiental como resposta à crise hídrica

Infraestrutura

Minas Gerais adota programa ambiental como resposta à crise hídrica

Sustentabilidade

Decreto que institui o programa como política pública será assinado, no próximo dia 20, pelo governador Fernando Pimentel
por Portal Brasil publicado: 11/03/2015 12h05 última modificação: 11/03/2015 12h05

O governo de Minas Gerais vai adotar o programa Cultivando Água Boa (CAB), desenvolvido pela Itaipu Binacional e parceiros, como principal ferramenta para a recuperação de microbacias e o enfrentamento da crise hídrica no estado.

O decreto que institui o programa como política pública será assinado no dia 20, em Belo Horizonte, pelo governador Fernando Pimentel e pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek. A cerimônia vai marcar o início das comemorações da Semana da Água em Minas Gerais.

Nesta semana, uma comitiva do governo mineiro está em Foz do Iguaçu e região para conhecer as principais ações do programa. O grupo tem representantes da Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (Copasa) e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

A comitiva foi recebida na manhã desta segunda-feira (9), no Ecomuseu de Itaipu, pelo superintendente de Gestão Ambiental, Jair Kotz, e pela gerente da Divisão de Educação Ambiental (MAPE.CD), Leila de Fátima Alberton.

Na programação, que segue até sexta-feira (13), estão previstas viagens técnicas para Toledo, Marechal Cândido Rondon, Pato Bragado, Entre Rios do Oeste, Santa Helena, Ouro Verde do Oeste, São José das Palmeiras, Itaipulândia e São Miguel do Iguaçu.

“Nesta semana, vamos viajar pela região para que o grupo dialogue com gestores públicos, agricultores, educadores, com a comunidade em geral. Queremos que eles conheçam in loco a metodologia de trabalho, para que efetivamente apreendam, a partir da própria percepção, a profundidade do programa”, comentou Kotz.

Segundo ele, a missão de Itaipu no processo será de orientação e de capacitação, a partir da experiência de 12 anos do CAB na região Oeste do Paraná. “Quem efetivamente vai ter que executar o programa é o governo de Minas, por meio de suas instituições, das pessoas, energizando recursos humanos e financeiros”, disse.

“Isso é bom para a imagem de Itaipu, porque mostra que a empresa está na vanguarda em termos de sustentabilidade, e é bom para a região, que se constitui como um laboratório de práticas sustentáveis”, acrescentou.

O superintendente lembrou que o CAB já foi adotado como modelo em diversas regiões dentro de Estados brasileiros ou como projeto piloto de países como Guatemala, República Dominicana, Bolívia, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Em Minas, entretanto, será a primeira vez que o programa atinge o status de política pública estadual. “Ou seja, ele já nasce com outra dimensão”, observou Kotz, revelando também o interesse de Estados como a Bahia e o Mato Grosso. “Há uma tendência de o CAB ir se capilarizando no Brasil, se replicando como sistema de sustentabilidade.”

Marco inicial

Inicialmente, o CAB será implantado na microbacia do Rio de Pedras, próximo de Belo Horizonte. “Lá, nós temos uma usina que está bastante assoreada, com bastante [atividade] mineração, extração de areia. Vai ser o nosso marco inicial. Depois, vamos expandir [o programa] para outras microbacias do Estado”, antecipou a analista de meio ambiente Andréa Cassia Pires de Almeida, da Superintendência de Gestão Ambiental da Cemig.

Patrícia Rezende de Castro Pirauá, da Diretoria de Operação Sudoeste da Copasa, explicou que a decisão de levar o CAB para Minas levou em conta a metodologia e os resultados obtidos pelo programa. Ela atua na Divisão de Gestão de Qualidade de Controle Ambiental e na Superintendência de Planejamento e Gestão da diretoria.

“Percebemos que o programa busca a integração das pessoas, a mudança de consciência, não pelo dinheiro, mas pelo pelo envolvimento. Isso, para nós, é o mais importante”, salientou. “Não é um programa que passa, mas que permanece nas pessoas.”

A assessora técnica da Diretoria de Operação Sudoeste, Maria Conceição Menezes, reforçou que a iniciativa pretende envolver os órgãos de governo e também entidades públicas, privadas e a comunidade em geral. “Essa crise [hídrica] vai afetar a todos, em todos os lugares. Se nós não envolvermos todos nesse processo, as consequências virão.”

Fonte:
Itaipu Binacional

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Cisternas nas Escolas
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Governo dará suporte contra a crise hídrica em áreas urbanas
Deliberação foi feita nesta quarta (1º) durante reunião interministerial do Grupo de Segurança Hídrica. Ações são direcionadas para o Nordeste
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Cisternas nas Escolas
Deliberação foi feita nesta quarta (1º) durante reunião interministerial do Grupo de Segurança Hídrica. Ações são direcionadas para o Nordeste
Governo dará suporte contra a crise hídrica em áreas urbanas

Últimas imagens

O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Divulgação/Ministério das Cidades
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Iano Andrade/Portal Brasil
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Divulgação/Blog do Planalto
Seminário discutirá a necessidade de adaptar o sistema de  mobilidade urbana para reduzir as emissões de gases poluentes
Seminário discutirá a necessidade de adaptar o sistema de mobilidade urbana para reduzir as emissões de gases poluentes
Divulgação/EBC

Governo digital