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Infraestrutura

Projeto São Francisco registra 80 mil achados arqueológicos

Patrimônio arqueológico

Entre as descobertas mais emblemáticas, equipe encontrou em Salgueiro (PE) fóssil de preguiça gigante associado à Pré-História
por Portal Brasil publicado: 13/03/2015 16h32 última modificação: 01/04/2015 11h36
Divulgação/PAC Programa de Identificação e Salvamento de Bens Arqueológicos já recebeu investimentos de cerca de R$ 80 milhões do Ministério da Integração Nacional

Programa de Identificação e Salvamento de Bens Arqueológicos já recebeu investimentos de cerca de R$ 80 milhões do Ministério da Integração Nacional

Mais de 80 mil vestígios arqueológicos e paleontológicos foram encontrados durante a execução das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).

Entre as descobertas, a mais emblemática até agora foram os ossos de uma preguiça gigante (Eremotherium sp.), associados a vestígios da cultura material do homem pré-histórico.

De acordo com o Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido (Inapas), que conduz o Programa de Identificação e Salvamento de Bens Arqueológicos do empreendimento, este animal tinha cerca de seis metros de altura e viveu no Brasil há quase 12 mil anos.

O fóssil foi encontrado no sítio arqueológico Lagoa Uri de Cima, no município de Salgueiro (PE), um dos mais profícuos da região. Os estudos realizados neste sítio pernambucano demonstraram que, mesmo durante o período úmido, a região vivenciou momentos de estiagem prolongada há 10 mil anos.

Atividade arqueológica

O Programa de Identificação e Salvamento de Bens Arqueológicos integra as condicionantes ambientais estabelecidas dentro do PISF e recebeu investimentos de cerca de R$ 80 milhões do Ministério da Integração Nacional (MI). Além do salvamento, a atividade tem o objetivo de assegurar o registro do patrimônio cultural arqueológico evidenciado durante a implantação da obra.

Artigos sobre os achados são publicados pelos pesquisadores na revista Fumdhamentos, disponível no site da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham). Os trabalhos em campo são realizados em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Fundação Oswaldo Cruz e a Universidade Regional do Cariri, que constituem o Inapas. 

Todos os vestígios são guardados na sede da Fumdham, em São Raimundo Nonato (PI), onde são distribuídos em laboratórios específicos de acordo com a sua natureza. Lá eles são fotografados, inventariados, classificados e inseridos em um banco de dados. A legislação brasileira institui a identificação e o salvamento arqueológico durante a implantação de projetos de grande porte no território nacional.

Obras do PAC aquecem setor de arqueologia

A exigência de emissão de licenciamento ambiental para grandes obras de infraestrutura no País, como é o caso dos cerca de 30 mil empreendimentos em andamento no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), fez ampliar a área de atuação dos arqueólogos.

Em reportagem exclusiva para o site do PAC, em 2011, Maria Clara Migliaccio, diretora no Centro Nacional de Arqueologia (CNA) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), falou sobre o impacto do PAC na arqueologia brasileira. 

Para ela, “não há dúvidas de que o PAC incrementou ainda mais o número de grandes projetos e ampliou muito as possibilidades para os arqueólogos”. Estudo realizado em 2010 pelo CNA mostra que o total de pesquisas arqueológicas saltou de 5 em 1991 para 969 em 2010.

Segundo estudo feito em 2010 pelo CNA o total de pesquisas na área saltou de 5 em 1991 para 969 em 2010. 

Fontes:
Portal Brasil com informações do Programa de Aceleração do Crescimento Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham)

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