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Infraestrutura

Garantida reconstrução de casas atingidas por tornado em SC

Defesa Civil

Serão destinados R$ 4,6 milhões para obras que somam 72 residências em Xanxerê e 24 em Ponte Serrada
por Portal Brasil publicado: 01/06/2015 15h51 última modificação: 01/06/2015 17h38

"É um recomeço para nós. Perdemos tudo com o tornado, não salvamos nem os móveis. Agora, com a ajuda de todos, vou ter minha casinha de novo. Estamos ganhando uma casa boa, forte, é uma grande conquista para nós. E ainda tive a sorte de ser a primeira da lista a ser contemplada. Estou muito feliz por isso, agradeço a todos que me ajudaram".

Desta forma a aposentada Maria Tician Boff, 74, resumiu a satisfação em receber, no último sábado (30), as chaves de sua nova casa, destruída há cerca de dois meses. Ela e o marido também aposentado, Vitorino Boff, 74, vivem em Xanxerê, Santa Catarina, e foram surpreendidos pelo fenômeno da natureza em abril deste ano.

A reconstrução da casa dos aposentados Maria e Vitorino foi possível graças à parceria dos governos federal e estadual. No mesmo em dia em que o casal recebeu as chaves da nova residência, um termo de compromisso para a reconstrução de 96 moradias destruídas pelo tornado de 20 de abril foi assinado pelo ministro da Integração Nacional (MI), Gilberto Occhi, e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Ao todo, está prevista a construção de 72 residências em Xanxerê e 24 em Ponte Serrada.

O recurso do governo federal, no valor de R$ 4,6 milhões, será repassado pelo Ministério para complementar as ações do governo estadual.

Cada casa modular tem 39 metros quadrados e conta com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. O custo de cada unidade é de cerca de R$ 40 mil. O material utilizado possui aço galvanizado, com isolamento térmico e acústico. As casas são resistentes a queda de granizo, vendavais e chamas.

De acordo com Occhi, a presidenta Dilma Rousseff determinou apoio integral e imediato às cidades catarinenses atingidas pelo tornado do dia 20 de abril. O ministro ressaltou que o objetivo da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil é dar a resposta cada vez mais rápida à sociedade.

"Viemos ao estado um dia após o tornado e, uma semana depois, a presidenta veio verificar a situação de perto. Já havíamos liberado R$ 2,8 milhões para ações de socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais. Agora é a fase da reconstrução", ressaltou o ministro.

Histórico

Em 20 de abril, a região Oeste de Santa Catarina foi atingida por um tornado que deixou mais de 600 desabrigados nos municípios de Xanxerê e Ponte Serrada. No dia seguinte, 200 homens do Exército Brasileiro foram mobilizados pela Sedec para auxiliar na remoção dos escombros e na limpeza das ruas. A tropa distribuiu kits dormitório, de limpeza e de higiene às famílias atingidas. O ministro Gilberto Occhi acompanhou esse trabalho no local.

No dia 23 de abril o governo federal reconheceu o estado de calamidade pública em Xanxerê e de situação de emergência em Ponte Serrada. No dia 27/4, a presidenta Dilma Rousseff esteve na região e autorizou o repasse de R$ 2,8 milhões para o restabelecimento dos municípios. Em 30/4, a Receita Federal do Brasil autorizou os moradores de Xanxerê e Ponte Serrada a adiar a entrega do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para 31 de julho.

Prevenção e reação

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Adriano Pereira Júnior, destaca que as ações do governo federal em busca de prever e reagir a desastres naturais vem se intensificando ao longo dos últimos anos. Ele comentou os episódios mais recentes em entrevista ao Portal Brasil.

"Nossa sociedade levou uma sacudida em 2011 e, agora, estamos levando outra, com mudanças climáticas. Em 2014 tivemos a maior enchente do Rio Madeira da história. Este ano, tivemos a maior enchente do Rio Acre, estamos tendo uma das maiores cheias na Bacia Amazônica, tivemos um tornado em Santa Catarina, que destruiu boa parte da cidade de Xanxerê", destaca.

E continua: "Estamos tendo uma seca inédita no Sudeste, entrando no quarto ano de uma das maiores secas do semi-árido no Nordeste, pegando o Norte de Minas. Então, as mudanças climáticas estão mostrando a necessidade de o país se preparar para viver esses desafios da natureza que, às vezes, os fenômenos são mais intensos do que aquele que estamos acostumados."

O secretário nacional de Defesa Civil lembrou ainda que o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), se prepara constantemente para fazer previsões com base em mapeamento de áreas específicas. Com isso, dependendo do volume de chuvas é possível prever o deslizamento de um morro e enviar um alerta antes do acontecimento do fenômeno.

"Defesa Civil é salvar vidas. Você salva vidas fazendo a prevenção, pegando uma área de risco e dizendo para a população: isso aqui é uma área de risco. Você retira e aloca essa população em outro lugar. Ou se faz um trabalho de engenharia e vamos segurar, fazer contenções, fazer drenagens, fazer barragens para que não haja inundação. Muitos dizem que prevenção elimina risco, mas não há risco zero", destaca.

Adriano Pereira Júnior lembrou que existe um convênio do governo brasileiro com uma agência de cooperação internacional do Japão e que há 821 municípios prioritários mapeados no Brasil.

Fonte:

Portal Brasil com informações do Ministério da Integração e Governo de Santa Catarina

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