Infraestrutura
Comunidades quilombolas de Pernambuco recebem moradias
Habitação
Maria Daniele Cavalcante de Albuquerque trocou casa de barro por casa de alvenaria
O programa Minha Casa Minha Vida Rural entregou, na última semana, as chaves de novas casas para as comunidades de quilombolas em Bom Conselho, no interior de Pernambuco. Maria Daniele Cavalcante de Albuquerque, uma das contempladas, comemorou a conquista. "Temos casa boa para morar. Posso dizer, agora, que somos ricos. Meu banheiro é quase um quarto de tão grande. Uma maravilha. É tudo mais seguro e mais aconchegante", enfatizou Maria Daniele, moradora da Comunidade Quilombola do Sítio Flores. Até a semana passada, ela vivia em uma casa de barro, sem água encanada ou fossa.
Desde 20 de novembro, Maria é uma dos 50 contemplados com casa de dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, um total de 40 metros quadrados. Para construir as casas na Comunidade Quilombola Sítio de Flores, o Minha Casa Minha Vida Rural investiu 1,4 milhão. Soma quase igual, R$ 1,3 milhão, foi aplicado em 46 casas no Sítio Angico de Cima, outra comunidade quilombola de Bom Conselho, município a 282 quilômetros de Recife, no agreste pernambucano.
É lá que João Cavalcante está morando, esquecendo a época em que morou em casa de taipa. O lar anterior deixou más recordações. O agricultor foi picado mais de uma vez por escorpiões e aranhas caranguejeiras, que se escondiam entre os buracos da moradia de barro e pau a pique. "Com a casa nova, terei mais saúde daqui pra frente. Sou uma pessoa realizada e vou continuar cuidando muito da minha moradia", prometeu.
Comunidades indígenas
Ainda em Pernambuco, 39 famílias de indígenas da Aldeia Pankará comemoram a conclusão de suas casas pelo Minha Casa Minha Vida Rural na semana passada. As unidades entregues estão na Aldeia Serrote dos Campos, na zona rural de Itacuruba, cidade a 466 quilômetros de Recife. São casas de 39 a 69 metros, com dois quartos, cozinha, área de serviço e banheiro, nas quais foram investidos R$ 1,1 milhão.
Esta semana, o Minha Casa Minha Vida Rural entrega dois empreendimentos, cada um com 50 moradias, em Porto Real do Colégio e São Sebastião, no agreste alagoano. O investimento somado é de R$ 2,95 milhões. Os beneficiados são das etnias Karapotó Plaki-ô (São Sebastião) e Kariri Xocó (Porto Real do Colégio).
Os dois condomínios são formados por casas com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, em plantas de 47 e 51 metros quadrados. Todas as construções têm água potável fornecida por poço artesiano, fossa com sumidouro e energia elétrica, exigências do programa habitacional na área rural.

Beneficiados
O Minha Casa Minha Vida Rural já entregou 92,6 mil moradias no País. Além de agricultores familiares e trabalhadores rurais, o programa atende assentados do INCRA, pescadores artesanais, extrativistas, aquicultores, maricultores, piscicultores, ribeirinhos, quilombolas e indígenas. As propostas de contratação nessa modalidade devem ser encaminhadas à Caixa por entidades organizadoras sem fins lucrativos.
Sobre gestão da propriedade rural: famílias com renda anual entre R$ 15 mil e R$ 60 mil podem financiar até R$ 90 mil com recursos do FGTS.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Caixa Econômica Federal
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