Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2016 > 02 > Conta de luz ficará 7% mais barata com desligamento de térmicas

Infraestrutura

Conta de luz ficará 7% mais barata com desligamento de térmicas

Eletricidade

A partir de 1º de março será adotada a bandeira amarela, de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos
por Portal Brasil publicado: 03/02/2016 20h47 última modificação: 05/02/2016 15h41
Arquivo/Agência Brasil Com  a  bandeira  amarela,  o  acréscimo  nas
contas  de  luz  cai  de  R$ 3  a  cada 100  kWh consumidos para R$ 1,5

Com a bandeira amarela, o acréscimo nas contas de luz cai de R$ 3 a cada 100 kWh consumidos para R$ 1,5

Um grupo de sete usinas termelétricas com capacidade de geração de cerca de 2 mil megawatts (MW), cujo custo de produção é superior a R$ 420 por megawatt-hora (MWh), serão desligadas, anunciou, nesta quarta-feira (3), o Ministério de Minas e Energia (MME). A medida vai representar uma conta de luz mais barata para os brasileiros. "Haverá redução do custo de energia para o consumidor no ano de 2016”, afirmou o ministro Eduardo Braga. Ele estimou redução de até 7% no valor final das contas de energia elétrica residenciais a partir de março.

O sistema de bandeiras tarifárias aplica uma cobrança extra nas contas de luz quando fica mais caro produzir energia. Desde que o sistema foi implantado, em janeiro de 2015, vigora a bandeira vermelha, que significa conta de luz mais cara para o consumidor. O desligamento das térmicas, conforme anunciado hoje, permitirá migrar para a bandeira amarela a partir de 1º de março, de R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

 “Isso representa um custo menor na tarifa do consumidor e que o setor elétrico entra, definitivamente, em um viés de queda de tarifa de energia”, disse Braga. Para as contas de luz deste mês, já houve uma redução da bandeira vermelha, de R$ 4,50 para R$ 3,00  a cada 100 kWh.

O anúncio ocorreu após reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), formado pelo MME, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A medida vai permitir uma redução do custo de geração do setor elétrico de R$ 720 milhões por mês em 2016.


Esse será o segundo desligamento seguido de térmicas visando à redução da conta de luz. Em agosto de 2015, o comitê já havia decidido desligar usinas com custo de geração superior a R$ 600 por MWh. Com a decisão desta quarta-feira, o CMSE já autorizou o desligamento de cerca de 40% das térmicas acionadas para compensar o baixo nível de água nos reservatórios, em ação iniciada há três anos.

A estimativa de redução de 7% no preço da conta de luz a partir do mês que vem, segundo o ministro, não considera somente a mudança da bandeira tarifária, mas também o corte de R$ 7 bilhões no repasse anual para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), conforme decidido no final do ano passado pela Aneel. “Nós já temos garantido uma redução não inferior a 7%”, indicou Braga.

Bandeira verde

A decisão de mudança da bandeira tarifária vermelha para amarela se baseou em avaliação do ONS, que apurou aumento de chuvas em dezembro e janeiro, o que contribuiu para elevar o nível de água disponível para as usinas hidrelétricas. O órgão apontou que o nível dos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste (responsável por cerca de 70% do armazenamento de água para geração de energia no País) está em 45% atualmente. Em fevereiro do ano passado, o nível estava em 20,5%. 

A perspectiva é de que o Brasil atravesse o período seco, a partir de março, com água suficiente para manter o nível de geração hidrelétrica sem precisar recorrer às térmicas. “Estamos entrando em um novo ciclo hidrológico”, disse Braga. "Deveremos chegar a novembro com nível não inferior a 30% em nenhum dos nossos reservatórios”, afirmou.

O ministro indicou que, a depender do nível de chuvas em fevereiro, o CMSE pode adotar a bandeira verde em breve. Ou seja, está no horizonte a faixa que não prevê cobrança extra nas contas de luz. “Imaginamos que, se mantidas as circunstâncias hidrológicas, poderemos ter a bandeira verde logo a seguir da bandeira amarela”, sugeriu.

Bandeiras tarifárias

A partir de 2015, as contas de energia passaram a trazer uma novidade: o Sistema de Bandeiras Tarifárias. As bandeiras verde, amarela e vermelha indicam se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade.

O sistema possui três bandeiras: verde, amarela e vermelha  as mesmas cores dos semáforos – e indicam o seguinte:

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo.
  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis.
  • Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração.


O sistema de bandeiras é aplicado por todas as concessionárias conectadas ao Sistema Interligado Nacional - SIN.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia (MME)

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Petrobras: uma força nacional
No último trimestre do ano, a empresa reverteu perdas de R$ 16,4 bilhões para um lucro de R$ 2,5 bilhões
Brasil amplia produção de energia eólica
A produção de energia eólica cresceu mais de 50% em 2016 - o aumento foi de 53,4% frente a 2015
Novas regras da Aviação alteram franquia de bagagem
Entre as novidades estão as mudanças nos prazos de reembolso e na franquia de bagagem
No último trimestre do ano, a empresa reverteu perdas de R$ 16,4 bilhões para um lucro de R$ 2,5 bilhões
Petrobras: uma força nacional
A produção de energia eólica cresceu mais de 50% em 2016 - o aumento foi de 53,4% frente a 2015
Brasil amplia produção de energia eólica
Entre as novidades estão as mudanças nos prazos de reembolso e na franquia de bagagem
Novas regras da Aviação alteram franquia de bagagem

Últimas imagens

Novas regras do programa permitem entregar moradias em municípios com menos de 50 mil habitantes
Novas regras do programa permitem entregar moradias em municípios com menos de 50 mil habitantes
Foto: Bruno Peres/Ministério das Cidades
Rio Itapecuru, genuinamente maranhense, percorre cerca de 16% das terras do Maranhão
Rio Itapecuru, genuinamente maranhense, percorre cerca de 16% das terras do Maranhão
Divulgação/Universidade de São Paulo
Quanto maior a proximidade de bairros já consolidados, melhor será a avaliação do empreendimento
Quanto maior a proximidade de bairros já consolidados, melhor será a avaliação do empreendimento
Foto: Bruno Peres/Ministério das Cidades
O Ministério dos Transportes autorizou, nesta semana, investimentos para implantação dos sistemas
O Ministério dos Transportes autorizou, nesta semana, investimentos para implantação dos sistemas
Foto: Elio Sales/Secretaria de Aviação Civil
No mesmo período de 2016, o número de novas instalações era de 612 projetos
No mesmo período de 2016, o número de novas instalações era de 612 projetos
Divulgação/Governo de Minas Gerais

Governo digital