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Minha Casa Minha Vida acelera queda do déficit habitacional no País

Moradias

Estudo da Fiesp aponta retração anual de 2,8% entre 2010 e 2014, com destaque para as regiões Norte e Nordeste
publicado: 23/03/2016 15h15 última modificação: 29/03/2016 09h38

O programa Minha Casa Minha Vida foi decisivo para a redução anual média de 2,8% no déficit habitacional brasileiro entre 2010 e 2014. A conclusão é de estudo da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), destaca a Caixa Econômica Federal. No período, 742 mil famílias concretizaram o sonho de conquistar a casa própria.

Segundo a pesquisa, a redução foi mais forte no Norte (-6,4% ao ano) e no Nordeste (-3%), mas incluiu todas as regiões do País. Entre os Estados, a Bahia se destacou, respondendo sozinha por 115,6 mil das famílias que compraram ou receberam moradias, ou 16% do total. 

"Esse é o viés social do Minha Casa Minha Vida, o de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Pelo lado econômico, o programa já se mostrou capaz de gerar empregos e movimentar a cadeia produtiva da construção", apontou o diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Eduardo Auricchio. "É necessário criar condições para sustentar os investimentos e manter o ritmo de contratações, para continuar eliminando o déficit, ainda alto."

O estudo da Fiesp utiliza a metodologia de cálculo da Fundação João Pinheiro (FJP), a mesma que serve de referência ao Ministério das Cidades. Por ter melhorado a vida dos brasileiros e sido bem-sucedido nas regiões mais carentes, Auricchio defende que o programa de habitação seja transformado em política de Estado.

"Isso garantirá a sua continuidade até que a carência de moradias no País seja sanada, traria a regularidade e segurança necessárias para que os investimentos ocorram. A indústria da construção possui grande capacidade de atuar nesse processo, se houver condições financeiras", observa Auricchio.

Ao estimular a adoção de novas tecnologias, argumenta ele, o Minha Casa Minha Vida garantiria obras de melhor qualidade e menor tempo de execução. Além disso, haveria impacto positivo em toda a economia, uma vez que o setor de construção emprega 13% da força de trabalho e representa 10% do PIB brasileiro.

Moradia digna

Para o diretor de Habitação da Caixa, Teotonio Rezende, os números da pesquisa da Fiesp reforçam a importância do Minha Casa Minha Vida para a melhoria da qualidade de vida população que mais precisa. "As unidades habitacionais, em sua maioria, estão destinadas ao segmento que representa mais de 90% do déficit habitacional e que não tem acesso à moradia digna por meio de financiamentos convencionais", ressalta.

De acordo com a Caixa, 1,7 milhão dos 4,2 milhões de imóveis contratados desde o início do programa em 2009 contemplaram famílias com renda mensal inferior a R$ 1,6 mil em todas as regiões do Brasil. Somadas àquelas de igual renda que compraram moradias por meio da faixa 2, Rezende estima que mais da metade das contratações do Minha Casa Minha Vida atendeu a população de baixa renda.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Caixa Econômica Federal

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