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Infraestrutura

Fibra óptica levará internet ao interior da Amazônia

Amazônia Conectada

Até 2017, mais de 9 mil quilômetros de fibra óptica vão interligar 52 municípios da região
por Portal Brasil publicado: 11/04/2016 10h30 última modificação: 12/04/2016 12h48
Foto: Divulgação / Exército Programa Amazônia Conectada prevê a instalação de infovias pelos leitos dos rios para levar internet ao interior do Estado

Programa Amazônia Conectada prevê a instalação de infovias pelos leitos dos rios para levar internet ao interior do Estado

Um cabo de fibra óptica de 242,5 quilômetros de extensão, lançado em março entre as cidades de Coari e Tefé, no Amazonas, indica que internet de alta qualidade está chegando ao interior da Amazônia. Atualmente, os dois locais são atendidos por internet via satélite, que tem alto custo, uma vez que a rede de fibra óptica atende a apenas Manaus.

Com a chegada do programa Amazônia Conectada, a expectativa é que 144 mil pessoas das duas cidades sejam beneficiadas com essa nova infraestrutura de telecomunicações.

O cabo subfluvial de 390 toneladas ligando Coari a Tefé faz parte da infovia do rio Solimões, uma das cinco que serão "construídas" pelo governo federal pelos leitos dos rios amazônicos. Após o lançamento do cabo óptico, testes estão sendo realizados com equipamentos que "multiplicam a capacidade e implementam funcionalidades de rede em sistemas de longa distância", informou a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Segundo a RNP, a próxima fase do Amazônia Conectada vai estender a infovia do Solimões de Tefé a Tabatinga, um trecho de 942 quilômetros. Somando todas as infovias, são mais de 9 mil quilômetros de fibra óptica para a implantação de cabos subfluviais nos rios Negro, Solimões, Madeira, Purus e Juruá, interligando 52 municípios até 2017. Um investimento de R$ 1 bilhão para mudar a realidade de 3,8 milhões de habitantes da região.

"A infraestrutura, uma vez instalada, será de grande alcance para todo o sistema de ciência, tecnologia e inovação e para as atividades produtivas desenvolvidas na região", afirma o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Eron Bezerra.

A RNP ressalta que o Amazônia Conectada vai levar conectividade, direta ou indiretamente, para mais de 160 instituições de ensino e pesquisa da região. Isso significa um enorme impacto na geração de conhecimento e na formação de recursos humanos qualificados, promovendo o desenvolvimento científico, econômico e social.

"O programa vai permitir a inclusão da comunidade de ensino e pesquisa da Região Norte em um espaço de colaboração científica nacional e internacional. Além disso, as universidades desempenham o papel de fixar recursos no interior e promover o desenvolvimento regional", avalia o diretor-adjunto de gestão de soluções da RNP, Antônio Carlos Nunes.

Segundo ele, quando o programa estiver concluído, será possível oferecer à população uma série de serviços de rede de dados com a mesma qualidade da capital. "Significa, para a região, expandir a infraestrutura de comunicações na Amazônia e fomentar o desenvolvimento do Programa Nacional de Banda Larga, expandir programas como tele-ensino e telessaúde, promover a inclusão digital de povos indígenas e comunidades ribeirinhas, melhorar as comunicações militares administrativas e operacionais e promover a interiorização de políticas públicas do governo federal e estadual", ressalta. 

O programa Amazônica Conectada foi lançado em julho de 2015 pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, Defesa e Comunicações e tem a participação da RNP.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTI

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