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Cresce número de indígenas que vive em cidades brasileiras

por Portal Brasil publicado: 24/03/2010 14h34 última modificação: 28/07/2014 11h46
Mário Vilela/Funai Ao chegar em novos territórios, muitos índios encontram dificuldades e passam a viver em favelas

Ao chegar em novos territórios, muitos índios encontram dificuldades e passam a viver em favelas

As cidades brasileiras estão cada vez mais recebendo integrantes de povos indígenas. A informação foi dada pelo presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Augusto Meira, durante o Fórum Urbano Mundial. O encontro reúne até sexta-feira (26) especialistas, representantes de povos indígenas e de governos de todos os continentes para discutir a presença de índios nas cidades no mundo.


De acordo com a Funai, a migração indígena para cidades é relativamente recente no Brasil, mas pode ser cada vez mais percebida, tanto na Região Norte, quanto em estados como São Paulo.

“A maior parte da população indígena ainda vive - e espero que continue vivendo sempre - nos seus territórios tradicionais. Mas as cidades brasileiras estão cada vez mais recebendo povos indígenas”, disse Meira.  Segundo ele, muitos indígenas procuram as cidades para estudar ou para ter acesso a alguns recursos que não conseguem obter em suas aldeias.


Essa migração gera desafios que precisam ser enfrentados, constatou o painel do Fórum Urbano Mundial sobre Povos Indígenas nas Cidades, são muitas. Christophe Lalande, da Agência para Habitação das Nações Unidas (ONU-Habitat), disse que o principal deles é o direito à moradia.


Segundo a ONU, indígenas acabam deixando suas áreas ancestrais e migram para as cidades por fatores como a invasão de suas terras, guerras ou mesmo a busca por melhores oportunidades. Mas, ao chegar nos novos territórios, encontram dificuldade para se assentar e passam a viver em favelas.


“A garantia do direito à moradia é um dos principais desafios enfrentados pelos povos indígenas que migram para as cidades, mas há também questões importantes, como a educação dos jovens e a violência enfrentada por essas pessoas, no contexto da segurança urbana”, disse Lalande.


Para a ONU, em assentamentos precários e sem segurança adequada, essas pessoas podem ficar à mercê de gangues e do tráfico de pessoas para fins sexuais.

 

Fonte:
Agência Brasil
Funai
Portal Brasil

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