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Meio ambiente

Brasil, África do Sul, Índia e China debatem combate ao aquecimento global

por Portal Brasil publicado: 26/07/2010 11h07 última modificação: 28/07/2014 11h45

Começou, na manhã deste domingo (25), no Rio de Janeiro, a reunião de ministros de Meio Ambiente dos países que integram o grupo Basic, formado por Brasil, África do Sul, Índia e China. O encontro dá prosseguimento à reunião de especialistas e negociadores para debater, principalmente, formas de conter o aquecimento global.


Os quatro países pretendem encontrar critérios para estabelecer o volume máximo de emissão de gases-estufa por cada um deles. O Brasil reconhece que 2º C é o máximo que pode haver de aumento da temperatura média do planeta em relação ao período pré-industrial. Isso significa que esse limite não poderia ser ultrapassado. No entanto, o aumento da concentração de gases na atmosfera tem favorecido o aquecimento.

 

A Índia, por exemplo, tem uma proposta baseada nas emissões per capita e gostaria que fosse adotada pelo Basic nas negociações da Convenção do Clima. As emissões per capita do Brasil não são altas, pois a matriz energética brasileira tem alto percentual de energia renovável e a redução do desmatamento também contribui para diminuí-las. O País seria mais beneficiado, e o mundo como um todo, com regras que levassem em conta mais do que um critério.

 

Os japoneses preferem critérios que levem em consideração a intensidade de emissões do PIB. A África do Sul, por sua vez, propõe um modelo que inclui outros critérios, como nível de desenvolvimento, contribuições históricas, entre outros.O Brasil elaborou a proposta da responsabilidade histórica que parte do princípio do "poluidor pagador". Nela, os países que emitiram durante anos e provocaram a situação atual deveriam ser responsabilizados e sujeitos a reduzir suas emissões, sem exigir que os países que começaram a se desenvolver agora tenham de limitar suas emissões. A próxima reunião do Basic será em outubro, na China.


Fonte:
Ministério do Meio Ambiente


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