Meio ambiente
Deter indica 485 km² de desmatamento na Amazônia em julho
O sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), informou nesta terça-feira (31), que 485,1 km² da floresta Amazônica sofreram corte raso ou degradação progressiva no mês de julho.
Os estados com maior área degradada foram Pará (237,9 km²), Mato Grosso (102,2 km²) e Rondônia (70,0 km²). Acre e Tocantins tiveram os menores números, 4,5 km² e 1,6 km², respectivamente.
O Inpe informou que em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Deter não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da floresta amazônica. Pelos mesmos motivos o instituto não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos.
Nos últimos 12 meses – de agosto de 2009 a julho de 2010 – os alertas emitidos pelo sistema Deter corresponderam a 2.295,87 km². No período anterior – de agosto de 2008 a julho de 2009 – o sistema havia apontado 4.375,15 km².
Os números apontados são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o Inpe utiliza o Prodes. Diferentemente do Deter, o sistema Prodes utiliza imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar pequenos desmatamentos.
A estimativa do Inpe é que no final de 2010 seja divulgada a estimativa computada pelo Prodes para o período de agosto de 2009 a julho de 2010.
Deter
Em operação desde 2004, o Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados são enviados a cada quinzena ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável por fiscalizar as áreas de alerta.
A cada divulgação sobre este sistema de alerta o Inpe apresenta também um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos os dados relativos ao Deter, são públicos e podem ser consultados em seu site.
Fonte:
Inpe
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