Geral
Plano para evitar acidentes com produtos químicos é avaliado nesta segunda
Autoridades públicas e representantes da sociedade civil e do setor empresarial se reúnem nesta segunda-feira (2), em Brasília, para discutir a primeira versão do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (P2R2), documento elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente.
No workshop, os participantes discutem as medidas que os planos de ações emergenciais devem ter para evitar e minimizar danos de acidentes como o que ocorreu neste sábado (31), na BR-381 – rodovia que liga Minas Gerais ao Espírito Santo – envolvendo uma carreta que transportava amônia.
Pelo fato de a amônia ser uma substância extremamente tóxica, a rodovia ficou interditada até a madrugada desta segunda-feira, causando um engarrafamento de mais de 40 quilômetros, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal.
O ministério estima que, a partir do plano, será possível desenvolver ações mais integradas, treinamentos e simulações envolvendo os mais diversos setores e autoridades. “Queremos construir manuais que possam ser utilizados nos níveis federal e estadual para a elaboração de planos de ações emergenciais”, informou a gerente do P2R2, Míriam Oliveira.
“Com o plano, será possível fazer, em parceria com os estados, um mapeamento de ruas e áreas de risco onde há transporte de produtos que representam riscos, além de definir planos de ação emergencial e metodologias de operação na prevenção e remediação de acidentes desse tipo”, descreveu a ministra.
Capacidade dos estados
Para elaborar o P2R2, o ministério fez um levantamento preliminar, entre novembro de 2003 e janeiro de 2004, para avaliar as condições de atendimento a emergências ambientais nos estados.
O levantamento identificou as dificuldades nos estados, principalmente em relação à disponibilidade e à qualificação de recursos humanos, além da deficiência de infraestrutura operacional e insuficiência de sistemas de informações sobre o assunto.
O workshop que discute o P2R2 conta com a participação de representantes de diversos ministérios, órgãos de saúde, meio ambiente, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, de polícias, autarquias, agências reguladoras, sociedade civil, universidades e de empresas ligadas à indústria química, de petróleo, gás, transportes, além das que atuam na área de gerenciamento de riscos.
Fonte:
Agência Brasil
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















