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Economia da Biodiversidade

por Portal Brasil publicado: 22/09/2010 19h12 última modificação: 28/07/2014 11h45

O Terceiro Panorama Global de Biodiversidade, o mais recente relatório sobre o estado da biodiversidade global divulgado pela ONU, trouxe dados que acenderam o sinal de alerta mundial. O documento afirma que vários ecossistemas podem estar próximos de sofrer mudanças irreversíveis, colocando em risco os serviços que prestam à humanidade.

Considerando que a biodiversidade, além de ser um conjunto de genes, espécies e habitats, também possui forma e função, entre elas o provimento de água, ar puro e matéria-prima para uma infinidade de produtos – a notícia começou a estabelecer, embora de modo negativo, a relação entre a biodiversidade e a economia dos países.

Entre as mudanças prenunciadas no relatório, estão o desaparecimento rápido de florestas, a proliferação de algas em rios; e a morte generalizada de corais e com os consequentes desequilíbrios gerados a partir de mudanças tão drásticas no sistema planetário.

Assim, a ONU calcula que o desmatamento custa hoje à economia global algo entre US$ 2 trilhões e US$ 5 trilhões, número superior aos prejuízos causados pela recente crise econômica mundial. O cálculo baseia-se nos valores estipulados em um projeto chamado Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB) para serviços prestados pela natureza, como a purificação da água e do ar, a proteção de regiões litorâneas de tempestades e a manutenção da natureza para o ecoturismo.

Os custos da inação

“Gerenciar o desejo da humanidade por comida, energia, água, medicamentos e matérias-primas, minimizando impactos adversos na biodiversidade e nos serviços do ecossistema, é o maior desafio encontrado pela sociedade nos dias de hoje. A economia global é um sub-conjunto de uma economia maior de recursos naturais e serviços ecossistêmicos que nos sustentam. O relatório interino do TEEB traz uma perspectiva das proporções das perdas do Capital Natural que resultam do desmatamento e da degradação. Este capital foi estimado em cerca de US$2 – 4.5 trilhões por ano, todos os anos – um custo alarmante oriundo da falta de consideração ao meio ambiente.

A oportunidade

Estima-se que, para um investimento anual de US$45 bilhões somente em áreas protegidas, pode-se assegurar a prestação de serviços ecossistêmicos corresponde a cerca de US$5 trilhões por ano. Quando comparado com as atuais perdas financeiras do mercado, este não é um valor alto a ser pago. O manejo efetivo dos ecossistemas e da biodiversidade e a inclusão do Capital Natural na contabilidade governamental e empresarial, pode começar a corrigir esta inação e a reduzir os custos de perdas futuras. Medidas tomadas agora não só estabelecem uma base para um maior estímulo da economia verde, mas também podem ajudar a responder às necessidades dos pobres das áreas rurais, que são particularmente dependentes do bom funcionamento dos ecossistemas locais e regionais. Conscientização e compreensão do valor econômico dos ecossistemas e da biodiversidade é o primeiro passo para melhorar o desempenho dos negócios, criando políticas efetivas e implementando ações a nível local, regional e nacional.”

Fonte: Relatório sobre Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB)


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