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Estudo levanta áreas desflorestadas no Sudeste do Pará

por Portal Brasil publicado: 15/09/2010 12h16 última modificação: 28/07/2014 11h45

Com mais de três décadas de atividades na região amazônica, a pecuária é uma atividade que interfere diretamente no processo de ocupação da região. A conversão da floresta primária em pastagens pode causar uma série de impactos, como alterações nos ciclos bioquímicos e a perda de biodiversidade.

 

Buscando analisar esse processo a bolsista do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Gabriele Ferreira Monteiro, orientada pelo pesquisador Jorge Gavina Pereira, desenvolveu o estudo “Caracterização do desflorestamento na fronteira da expansão da agropecuária no Sudeste do estado do Pará”. As áreas escolhidas para a análise foram os municípios de São Félix do Xingu e Altamira.

 

Para desenvolver a analise, a pesquisadora estabeleceu como base seis unidades espaciais e utilizou dados de desflorestamento gerados pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

Uma das características analisadas pelo estudo é de que o tamanho médio das áreas desflorestadas é maior nas unidades mais distantes. Se as ocupações mantiverem a dinâmica que vem apresentando nos onze anos analisados, quando o segundo nível de ocupação não tiver mais áreas para serem ocupadas, o desflorestamento continuará a avançar.

 

A pesquisa detectou que, no de 1997 a 2008, a maior área desflorestada se concentra na região que fica de 50 a 100 quilômetros de São Felix, uma vez que nas áreas mais próximas a sede do município o desflorestamento foi menor, possivelmente, por falta de áreas de floresta a serem derrubadas. Uma das hipóteses levantadas é que as áreas de florestas próximas à sede do município estão se acabando, por conta disso o desflorestamento vem crescendo em áreas mais distantes da sede do município. 

 

A retirada da floresta interfere diretamente no clima da região. As conseqüências acontecem em cadeia, pois se a retirada das florestas interfere nas chuvas, também interferem nas secas e cheias dos rios e na drenagem das terras.

 

Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia

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