Meio ambiente
Indústria faz operação para desativar emissão de gases nocivos de geladeiras velhas
As geladeiras com mais de dez anos que contém clorofluorcarbonetos (CFCs), gases nocivos à camada de ozônio e que ajudam a acelerar o aquecimento global, vão ter as substâncias químicas desativadas em todos os seus componentes. Entrou em operação nesta semana, em Cabreúva (SP), a primeira indústria de manufatura reversa desses eletrodomésticos no País.
Até então, o processo de eliminação dos gases era realizado com o descarte da espuma de poliuretano, onde está a maior concentração de CFCs, nos aterros sanitários e lixões. Com a nova tecnologia, esse revestimento será tratado de forma a impedir que os CFCs sejam liberados na atmosfera.
A previsão é de que as ações recolham e desativem até 10 milhões de refrigeradores produzidos há mais de dez anos. Nesses modelos mais antigos, os CFCs eram utilizados nos circuitos de refrigeração e na espuma termoisolante dos aparelhos. Desde 2001, não se utiliza mais os clorofluorcarbonetos na fabricação de refrigeradores domésticos e comerciais e ares-condicionados.
Reciclagem
As indústrias de manufatura reversa realizam a desmontagem dos equipamentos para reciclar e tratar os resíduos. No caso daqueles que possuem CFCs, elas neutralizam esse componente. O pólo instalado em São Paulo, operado pela Indústria Fox Proteção para o Clima, foi construído com apoio da Iniciativa Suíça de Proteção Climática, em parceria entre o governo daquele país e a Fundação SENS International.
Também já está prevista, para outubro, a instalação de outra indústria reversa, na cidade de Careaçu (MG), com apoio do governo alemão, por meio de cooperação com o Ministério do Meio Ambiente.
As duas indústrias fazem parte do conjunto de ações do Brasil voltadas para o gerenciamento de resíduos eletroeletrônicos, que agora é lei, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos em agosto último.
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