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Relatório inédito da ONU aponta que cidades usam 70% dos recursos do planeta

por Portal Brasil publicado: 10/09/2010 10h21 última modificação: 28/07/2014 11h45
Divulgação/ Ministério do Meio Ambiente O relatório, apresentado em Curitiba, revela que serviços ambientais podem economizar tempo e dinheiro para as economia dos estados e municípios

O relatório, apresentado em Curitiba, revela que serviços ambientais podem economizar tempo e dinheiro para as economia dos estados e municípios

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) constatam que mais da metade da população mundial está nas cidades e é responsável pelo consumo de 70% de todos os recursos que o homem retira da natureza. O alerta está no relatório A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade para Políticas Locais e Regionais (TEEB, sigla em inglês), lançado simultaneamente no Brasil, em workshop realizado nesta quinta-feira (9) em Curitiba (PR), e na Bélgica, Índia, Japão e na África do Sul.


No estudo, 140 especialistas das áreas de ciência, economia e política de mais de 40 países concluíram que os serviços ambientais podem impulsionar as economias locais, gerar milhões de novos empregos e melhorar a qualidade de vida nas cidades.

 

Segundo o diretor do Departamento de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Bráulio Dias, que participou do encontro, o relatório é importante para que os gestores públicos reconheçam o valor econômico da biodiversidade.  Para ele, o documento pode ajudar na solução do impasse entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico.


O relatório levanta, principalmente, a questão de valoração e impacto do uso e preservação dos recursos naturais. Os atuais níveis da pegada ecológica e social - nome que os especialistas dão aos recursos naturais necessários para que cada ser humano viva - devem ser incluídos nas contas de planejamento das economias locais.

Como exemplo, o diretor cita os casos de enchentes e desmoronamentos no Brasil, que causaram prejuízos econômicos elevados, mas ainda bem superiores ao que seria gasto com medidas de preservação do meio ambiente.


O relatório explica três aspectos que devem ser destacados pelas políticas públicas: a distribuição dos benefícios da natureza, o uso do conhecimento científico disponível e o engajamento dos gestores e das comunidades envolvidas nas ações de preservação. Saiba mais sobre o estudo, aqui.

Esse é o primeiro de uma série de cinco relatórios, que serão levados à Convenção da Biodiversidade (COP-10) em Nagoya, no Japão.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

 

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