Meio ambiente
Relatório inédito da ONU aponta que cidades usam 70% dos recursos do planeta
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) constatam que mais da metade da população mundial está nas cidades e é responsável pelo consumo de 70% de todos os recursos que o homem retira da natureza. O alerta está no relatório A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade para Políticas Locais e Regionais (TEEB, sigla em inglês), lançado simultaneamente no Brasil, em workshop realizado nesta quinta-feira (9) em Curitiba (PR), e na Bélgica, Índia, Japão e na África do Sul.
No estudo, 140 especialistas das áreas de ciência, economia e política de mais de 40 países concluíram que os serviços ambientais podem impulsionar as economias locais, gerar milhões de novos empregos e melhorar a qualidade de vida nas cidades.
Segundo o diretor do Departamento de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Bráulio Dias, que participou do encontro, o relatório é importante para que os gestores públicos reconheçam o valor econômico da biodiversidade. Para ele, o documento pode ajudar na solução do impasse entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
O relatório levanta, principalmente, a questão de valoração e impacto do uso e preservação dos recursos naturais. Os atuais níveis da pegada ecológica e social - nome que os especialistas dão aos recursos naturais necessários para que cada ser humano viva - devem ser incluídos nas contas de planejamento das economias locais.
Como exemplo, o diretor cita os casos de enchentes e desmoronamentos no Brasil, que causaram prejuízos econômicos elevados, mas ainda bem superiores ao que seria gasto com medidas de preservação do meio ambiente.
O relatório explica três aspectos que devem ser destacados pelas políticas públicas: a distribuição dos benefícios da natureza, o uso do conhecimento científico disponível e o engajamento dos gestores e das comunidades envolvidas nas ações de preservação. Saiba mais sobre o estudo, aqui.
Esse é o primeiro de uma série de cinco relatórios, que serão levados à Convenção da Biodiversidade (COP-10) em Nagoya, no Japão.
Fonte:
Ministério do Meio Ambiente
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