Meio ambiente
Biocombustíveis
A preocupação com o aquecimento global e a necessária busca por alternativas aos combustíveis fósseis são os principais motivos do aumento do interesse mundial pelos biocombustíveis. Diante desse cenário, o Brasil também aposta em novas fontes de energia para crescer nos próximos anos e manter sua matriz energética limpa.
Não é à toa que o País ocupa hoje a posição de maior produtor mundial de bicombustíveis. Os investimentos em biocombustíveis devem chegar a cerca de R$ 23 bilhões até 2017. Os recursos devem ser aplicados na expansão da produção e oferta.
Desde o início da implementação da política de incentivo ao etanol no Brasil, em 1975, o Brasil deixou de emitir 910 milhões de tCO2eq.
Além de se constituírem em fontes renováveis e contribuírem pouco para a emissão de gases de efeito estufa, os biocombustíveis colocam o País em destaque no cenário econômico mundial. São grandes as vantagens competitivas, principalmente porque há diversidade de matéria prima para o etanol, como a cana-de-açúcar, sorgo sacarino e mandioca e para o biodiesel, como a mamona, soja, palmáceas e girassol.
O País também tem dado passos importantes para garantir a sustentabilidade da expansão da produção de biocombustíveis. Na vertente global, o País defende a adoção de padrões e normas técnicas internacionais que permitam o estabelecimento de mercado para esses produtos. Adicionalmente, é prática nacional estimular estudos científicos e inovações tecnológicas que garantam a sustentabilidade no longo prazo da produção de biocombustíveis, assim como a não interferência de sua produção no cultivo de alimentos.
No âmbito regional, o Brasil estimula a integração energética da América do Sul, com a promoção da diversificação da matriz nos países da região e o incentivo às fontes de energia renováveis. Nesse sentido, foi assinado um Memorando de Entendimentos do Mercosul para ampliar a cooperação no tema. O documento visa a integração das cadeias de produção e de comercialização do etanol e do biodiesel na região – incluindo aspectos de regulação e fiscalização – com vistas ao aproveitamento de importantes vantagens competitivas dos países no campo dos biocombustíveis.
Adaptação à seca
Com o aquecimento global cada vez mais evidente, a demanda por cultivares mais tolerantes à seca é crescente, como é o caso da cana-de-açúcar. No Brasil, pesquisas visando tolerância ao estresse hídrico estão em desenvolvimento pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O melhoramento da cana-de-açúcar convencional é um processo demorado e trabalhoso e pode levar de 12 a 15 anos para se obter uma nova variedade. Porém, a Embrapa trabalha com uma perspectiva técnica de que num prazo de até sete anos o setor sulcroalcooleiro poderá contar com esta nova variedade adaptada ao clima seco.
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