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Combate ao desmatamento

Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM) combate o problema do desmatamento
por Portal Brasil publicado: 26/11/2010 10h17 última modificação: 28/07/2014 11h46

O combate ao desmatamento ilegal está no centro da estratégia brasileira de enfrentamento das mudanças do clima. Para isso, o País já pôs em prática planos específicos para a proteção da floresta e o incentivo às atividades sustentáveis na Amazônia e no Cerrado, incluindo metas para a redução da perda de cobertura vegetal nos dois biomas.  De acordo com dados Ministério de Ciência e Tecnologia, cerca de 60% das emissões nacionais são resultantes de ações de desmatamento e mudança de uso do solo.

O principal instrumento do governo brasileiro para combater o problema é o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM), lançado em 2004. Em 2009, o desmatamento na região chegou aos níveis mais baixos das duas últimas décadas, representando uma redução de 75% em relação às taxas registradas em 2004.

A redução no desmatamento na Amazônia só foi possível graças às ações integradas entre 13 ministérios, que compreendem cerca de 150 atividades de ordenamento territorial e fundiário, monitoramento e controle ambiental, fomento a atividades produtivas sustentáveis. Além disso, o plano estimula parcerias entre órgãos federais, governos estaduais, prefeituras, entidades da sociedade civil e o setor privado.

Evolução da taxa de desmatamento anual na Amazônia, por estado (em quilômetros quadrados

Estado200020012002200320042005200620072008
Acre 547 419 883 1,078 728  592 398 184 254
Amazonas 612 634 885 1,558 1,232 775 788 610 604
Amapá - 7 0 25 46 33 30 39 100
Maranhão 1,065 958 1,014 993 755 922 651 613 1,272
Mato Grosso  6,369 7,703 7,892 10,405 11,814 7,145 4,333 2,678 3,258
Pará 6,671 5,237 7,324 6,996 8,521 5,731 5,505 5,425 5,606
Rondônia 2,465 2,673 3,099 3,597 3,858 3,244 2,049 1,611 1,136
Roraima 253 345 84 439 311 133 231 309 574
Tocantins 244 189 212 156 158 271 124 63 107
Amazônia 18,226 18,165 21,651 25,396 27,772 19,014 14,286 11,651 12,911

Monitoramento

Um dos pilares do PPCDAM é um arrojado sistema de monitoramento por satélite, que subsidia as operações de fiscalização na Amazônia. O INPE utiliza vários mecanismos, entre eles o PRODES (Programa de Cálculo de Desflorestamento da Amazônia), um dos mais avançados do mundo para identificação e quantificação de processos de desmatamento em áreas florestais e o DETER, um levantamento rápido feito quinzenalmente pelo INPE.

O PRODES fornece as imagens para a comparação entre um ano e outro. Só registra áreas onde ocorreu o corte raso na floresta. O DETER opera durante todo o ano e tem a função de alertar sobre novos focos de desmatamento, permitindo a ação imediata do governo contra os desmatadores. Além da Amazônia, o governo pretende implementar sistema semelhante para outros biomas, a começar pelo Cerrado. Nessa direção, o governo desenvolve projetos-piloto com dados preliminares do desmatamento no Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica de 2002 a 2008.

Plano para o Cerrado

Em setembro de 2010, o governo anunciou a criação de uma estratégia similar para a conservação do Cerrado, um dos bioma mais ameaçados do País. O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado) prevê 151 ações para reduzir a perda da cobertura vegetal e criar alternativas de proteção e uso sustentável dos recursos naturais do bioma.

O PPCerrado vai ajudar o Brasil a atingir a meta de reduzir em 40% o desmatamento no Cerrado, até 2020. A previsão é que o ritmo de devastação caia em cerca de 8,7 mil km² por ano em dez anos.

Entre as metas do plano está o aumento do consumo de carvão de florestas plantadas pela indústria de ferro gusa e o aumento de recursos para recuperação de áreas degradadas. Até 2011 o governo planeja investir R$ 339 milhões. O dinheiro será usado em ações de fomento às atividades produtivas sustentáveis, monitoramento e controle, ordenamento territorial, educação ambiental e criação de 2,5 milhões de hectares em áreas protegidas.

O monitoramento do Cerrado por satélite pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) será permanente. Também será desenvolvido um sistema de detecção em tempo real, como o que funciona para a Amazônia Legal, que gerará informações capazes de agilizar as ações de comando e controle e reduzir o desmatamento na região. Agricultores familiares terão assistência técnica e capacitação para acabar com o uso de queimadas para a produção.

Áreas protegidas

A exemplo do que foi feito na Amazônia, o PPCerrado prevê ações prioritários nos 20 municípios que mais desmataram no período de 2002 a 2008. Junto com as ações de repressão, o plano vai levar alternativas sustentáveis para o desenvolvimento dos municípios.

O plano projeta para 2020 o aumento do número de áreas protegidas e a implementação do Macrozoneamento Ecológico Econômico do Cerrado.  Nos próximos dez anos, deverão ser criadas áreas protegidas equivalentes a 2,5 milhões de hectares e demarcados 5,5 milhões de hectares em terras indígenas. O governo também espera recuperar de 8 milhões de hectares em pastos degradados.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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