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Instituto Chico Mendes lança novo portal, revista e Atlas de espécies ameaçadas

por Portal Brasil publicado: 11/04/2011 13h03 última modificação: 28/07/2014 12h54

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou, nesta segunda-feira (11), o novo portal da autarquia e o novo Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação federais. O instituto lançou também sua nova revista eletrônica, além de divulgar o relatório de gestão 2011. 

“Nosso desafio com o portal será integrar as informações das 310 unidades de conservação [federais] e oferecê-las na forma de serviços aos cidadãos brasileiros, sejam eles turistas, pesquisadores, estudantes, empreendedores” ou outros, informa o presidente do ICMBio, Rômulo Mello. 

Essas unidades são áreas delimitadas pelo governo para conservação da biodiversidade e da paisagem e se distribuem em reservas biológicas, estações ecológicas, parques nacionais, monumentos naturais, áreas de proteção ambiental, florestas nacionais, reservas extrativistas, reservas de fauna, reservas de desenvolvimento sustentável e reservas particular do patrimônio natural. 

O ICMBio foi criado, em agosto de 2007, justamente com a missão de  gerenciar essas unidades de conservação (UCs), além de 11 centros de pesquisa e conservação. São exemplos de UCs o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro; o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, em Pernambuco; e o Parque Nacional de Lençóis Maranhenses, no Maranhão. 

O portal traz as 30 unidades de conservação oficialmente abertas à visitação, informando um pouco da história, principais atrativos, como chegar até elas, valores de ingressos ou informações sobre reservas de camping entre outras.

A nova ferramenta mostrará ainda como andam as pesquisas apoiadas pelo instituto e que resultados elas já apresentam à sociedade. Outro destaque será revelar o que as populações tradicionais estão explorando de forma sustentável nas reservas extrativistas, reservas de desenvolvimento sustentável e florestas nacionais (flonas), além das formas de organização que essas comunidades estabelecem com a sociedade, a exemplo das associações e cooperativas para venda dos produtos da socio-biodiversidade.

O pesquisador poderá acessar de forma rápida o Sisbio, e solicitar a sua autorização para pesquisa dentro de uma das 310 unidades de conservação federais. Se o cidadão se interessar, pode se tornar um voluntário e ajudar na conservação das unidades.

Outra opção disponível será para o cidadão interessado em se tornar um brigadista de combate e prevenção a incêndios florestais nas unidades de conservação. No portal ele terá as informações sobre o calendário dos processos seletivos e quais as exigências para arregaçar as mangas quando alguma UC for atingida por possível incêndio.


Atlas reúne dados sobre espécies ameaçadas 

O Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades Federais, também lançado pelo ICMBio nesta segunda-feira, é resultado do esforço de mais de uma centena de pessoas que buscaram informações sobre ocorrências de espécies, fotos, sugestões e todo tipo de apoio para tornar possível a elaboração do projeto. Entre as fontes consultadas para elaboração do Atlas estão o Livro Vermelho da Fauna Ameaçadas de Extinção bem como inúmeros planos de manejo de unidades de conservação e planos de cção para Conservação de espécies ameaçadas. 

O objetivo do Atlas é possibilitar uma primeira avaliação da eficiência do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) na proteção das espécies da fauna ameaçadas de extinção. Os primeiros resultados indicaram, por exemplo, que as informações disponíveis não ofereciam uma ideia sobre o conjunto de ocorrências de espécies ameaçadas em unidades de conservação, uma vez que os dados estavam dispersos e armazenados em formatos distintos e, em muitos casos, de difícil acesso.

 

Revista abre diálogo entre cientistas e sociedade 

A revista eletrônica Biodiversidade Brasileira, lançada nesta segunda-feira, é voltada para a divulgação de informações técnico-científicas relativas ao conhecimento, manejo e conservação das unidades do Instituto e das espécies ameaçadas. A meta do ICMBio é estabelecer um processo de comunicação e debate com a comunidade científica e com a sociedade, tanto na composição do conselho editorial como no envio e avaliação de trabalhos.

O primeiro número traz uma avaliação do estado de conservação de cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, além de artigo que apresenta as etapas técnicas do processo de avaliação das espécies da fauna. A Diretoria de Conservação da Biodiversidade (Dibio), do ICMBio, responsável pela política editorial da publicação, prepara um número temático intitulado Manejo do Fogo em Áreas Protegidas. 

O interesse pela revista já pode ser medido pelo número de publicações enviadas. Mesmo com prazo final de envio dos trabalhos fixado para 15 de abril, 12 manuscritos já se encontram em análise por meio do processo duplo-cego, consagrado entre as revistas científicas.

Fonte:

ICMBio

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