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Cai desmatamento no Cerrado e Amazônia

Série histórica do MMA revela redução de 50% no desmatamento deste bioma entre agosto de 2010 a fevereiro de 2011, contra igual período do ano passado. Na Amazônia, redução foi de 7% em relação a 2010
por Portal Brasil publicado: 06/04/2011 19h57 última modificação: 28/07/2014 12h54

O ritmo do desmatamento do Cerrado teve uma redução de 50%, na média, entre 2008 e 2009. Assim, a taxa anual de desmatamento deste bioma, que era de 14,2 mil quilômetros quadrados por ano entre 2002 e 2008, caiu para 7.637 quilômetros quadrados em 2009, o equivalente a 0,37% ao ano. Entre 2002 e 2008, a taxa média era de 0,69% ao ano, a maior em todos os biomas na ocasião. Em 2009, a área desmatada no cerrado diminuiu para 0,39% no ano. 

Os dados são provenientes do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros – Cerrado e foram captados pelo Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6), pela ministra Isabela Teixeira e pelo secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias. 

A área mais devastada está concentrada nos estados do Maranhão, Tocantins e no Oeste da Bahia. Segundo Dias, essa área corresponde basicamente à frente de ocupação e a expansão agropecuária no Brasil, especialmente da soja. Ele apontou como causas para a redução o fortalecimento das medidas de combate ao desmatamento do Cerrado nos últimos anos e até a crise econômica de 2009. 

Apesar dos avanços, o governo mantém a preocupação com a preservação do Cerrado. Da área total do bioma, de 2.039.386 km², foram desmatados 85.047 km² entre 2002 e 2008. Até o segundo semestre, o governo pretende divulgar os dados do desmatamento do Cerrado em 2010, informou a ministra Izabella Teixeira. 

Com área total de 212.092km², o estado do Maranhão é o campeão em área desmatada (2.338 km²) registrando a destruição de 1,1% do bioma. Em seguida vem Tocantins com 0,52%, Bahia com 0,66%; Mato Grosso com 2,23% e Piauí 0,75%.

 

Desmatamento na Amazônia teve redução de 7,1% 

A ministra Isabella Teixeira também divulgou, nesta quarta-feira, os dados apurados pelo Deter referentes à Amazônia. O levantamento revela que houve ainda uma redução no ritmo do desmatamento no bioma Amazônia. De agosto de 2010 a fevereiro de 2011, a queda foi de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado (agosto de 2009 a fevereiro de 2010). 

Nos estados de Roraima, Pará e Mato Groso a comparação com o mesmo período do ano passado mostrou que houve redução no desmatamento. Mas em Rondônia, Tocantins, Amazonas, Acre e Maranhão as taxas foram superiores às do ano passado.

 

Governo mantém vigilância 

Apesar da redução geral e da queda do desmate no Pará e em Mato Grosso, tradicionalmente líderes no ranking de derrubadas, os dados do Inpe mostram que alguns estados estão na contramão da tendência de queda. O Amazonas, por exemplo, registrou aumento de 91% no ritmo da derrubada. “Há um crescimento que permanece em estados como Rondônia, Amazonas e Maranhão, que começaram a aparecer continuamente como regiões de aumento de desmatamento”, disse Izabella Teixeira. 

O Acre e o Tocantins também registraram aumento, mas os números absolutos de desmatamento nesses estados são pequenos. Segundo a ministra, o ministério vai convocar os governos estaduais para avaliar a situação dos estados que registram avanço do desmatamento. “Precisamos entender números, ser mais proativos e nos antecipar ao desmatamento”. 

A antecipação das derrubadas também tem chamado a atenção do governo. Por causa do período de chuvas, a abertura de novas áreas geralmente começava em abril ou maio, início da estiagem na Amazônia. Mas, neste ano, esse processo foi antecipado. A novidade já levou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a mudar a estratégia de fiscalização. 

“As ações de caráter preventivo começaram a virar ações de caráter repressivo. Percebemos que o desmatamento está acontecendo mesmo no período de chuvas. É inovador. Estamos discutindo que dinâmica é essa que está adiantando o desmatamento”, disse a ministra.

 

Fonte:
Portal Brasil 
Agência Brasil

 

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