Meio ambiente
Brasil e Suécia defendem multilateralismo e desenvolvimento socioeconômico sustentável
A necessidade do fortalecimento de organismos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial, desenvolvimento sustentável, Rio + 20, combate à pobreza e a balança comercial entre Brasil e Suécia foram alguns dos assuntos tratados no encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt. A reunião foi realizada na manhã desta terça-feira (17), no Palácio do Planalto.
Após o encontro, a presidenta e o primeiro-ministro concederam declaração à imprensa, quando defenderam a ampliação da parceria entre Brasil e Suécia, tanto para o incremento da balança comercial, quanto para a defesa de temas de interesse global, como segurança alimentar, combate à pobreza, mudança climática e bioenergia.
Em seu discurso, a presidenta Dilma lembrou dos mais de 50 mil postos de trabalho criados por empresas suecas que operam no Brasil e afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 ampliam as oportunidades para investimentos suecos no País.
A presidenta ressaltou que o Brasil pretende equilibrar a balança comercial entre os dois países, ampliando a exportação de produtos com maior valor agregado, e que almeja se desenvolver, “assim como a Suécia fez no século XX”, de forma competitiva, inovadora, sustentável e com ênfase na promoção do bem estar social da população.
Dilma citou também o programa de bolsas de ensino a estudantes brasileiros no exterior, que disponibilizará 75 mil bolsas até 2014, e manifestou a vontade de que parte desses alunos estudem em instituições de ensino na Suécia. “Sei que desenvolvimento socioeconômico e tecnológico está relacionado a uma política efetiva de formação e capacitação profissional”, completou.
Já o primeiro ministro da Suécia, mostrou-se bastante interessado pelos projetos apresentados pela presidenta e informou que não veio ao Brasil apenas em função das relações comerciais bilaterais, mas principalmente porque brasileiros e suecos “compartilham os mesmos valores em muitas áreas”.
Dilma Rousseff afirmou ainda que Suécia e Brasil defendem, “como membros da coalizão da Nova Agenda”, que o desarmamento passe não apenas pela redução dos arsenais, mas também por uma redução abrangente do papel das armas nucleares, eliminando todo armamento atômico.
Ela informou também que, durante o encontro, defendeu ao primeiro-ministro a posição do Brasil frente aos conflitos no Oriente Médio e no Norte da África, ressaltando a preocupação brasileira com o bem-estar civil da população dos países da região. A presidenta frisou que o Brasil espera que a comunidade internacional ajude a resolver tais conflitos por meio do diálogo e negociação, “com estrito repeito à soberania nacional, às liberdades civis e aos direitos humanos”. “Não se pode postegar uma solução negociada em todos os rincões do mundo”, afirmou.
Fonte:
Blog do Planalto
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