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Meio ambiente

Governo amplia operação para conter desmatamento na Amazônia

por Portal Brasil publicado: 18/05/2011 17h03 última modificação: 28/07/2014 12h55

No estado do Mato Grosso, entre abril e março deste ano, foram detectados o desmate de 477,4 km². Em um ano, entre agosto de 2010 e abril de 2011, houve um acréscimo de 43% no desmatamento no estado. Em toda a Amazônia, neste mesmo período, o aumento da área desmatada foi de 27%. Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (18), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Diante dos números divulgados, o Ministério do Meio Ambiente decidiu ampliar a operação que combate o desmatamento.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que “quem tiver apostando no desmatamento para abrir novos pastos, vai ter o boi apreendido e doado para o Programa Fome Zero”. Segundo a ministra, o recado também vale para quem está desmatando para aumentar a produção agrícola.

Izabella Teixeira considerou a situação “inaceitável'” e divulgou uma série de medidas que o governo federal está adotando para coibir o desmatamento ilegal. De acordo com ela, o gabinete anticrise - do qual fazem parte a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança e a Polícia Rodoviária Federal - foi convocado e vem se reunindo semanalmente para avaliar a situação. “Colocamos mais 500 homens no Mato Grosso e vamos sufocar o crime ambiental. E, até que o desmatamento seja reduzido, ninguém sai do campo”, disse.

Além do trabalho integrado com o Inpe, o Ministério do Meio Ambiente fará o monitoramento online das áreas embargadas. Vai também analisar a situação de cada município e o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm) vai analisar o que falhou com relação ao Mato Grosso. O ministério também vem mantendo contato com os responsáveis pelos acordos relativo à moratória da soja, da madeira e da pecuária.

Embora seja considerado atípico para este período do ano, pois ainda não é o período da seca, o resultado do Mato Grosso surpreendeu o governo. “Ainda não sabemos o que está acontecendo. Estamos avaliando a situação. Nos próximos 15 dias estaremos divulgando uma avaliação final, após o contato com as equipes do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e dos estados”, garantiu a ministra.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, presente à avaliação, informou que o seu ministério e o Inpe estão emprenhados em fortalecer a parceria com o Ministério do Meio Ambiente para que o desmatamento na Amazônia seja sufocado. “Vamos fazer isso oferecendo informações de qualidade e em tempo real, para que possamos atuar com mais eficiência”. Segundo o ministro, se enganam as pessoas que acham que podem esconder as práticas de crime ambientais. “Estamos vendo tudo por meio dos satélites. Não tem como esconder”.

De acordo com informações do Ibama, o desmatamento ilegal na Amazônia será sufocado por meio do embargo de todas as áreas desmatadas. As áreas embargadas serão expostas, o que impedirá a comercialização de gado ou grãos produzidos sobre as áreas desmatadas sem autorização. Os compradores de produtos oriundos destas áreas também serão responsabilizados pelo crime ambiental.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, uma das surpresas do governo é o tipo de ação que vem sendo adotada pelos desmatadores. Para derrubar a florestas, os infratores estão recorrendo ao correntão, com vários metros de extensão e de até 45 centímetros de diâmetros do elo, preso a dois tratores. Segundo relatos, quando a corrente passa por uma área, toda a vegetação vai ao chão de uma só vez.


Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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