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ICMBio propõe criação de parque nacional no Rio Grande do Norte

por Portal Brasil publicado: 03/05/2011 20h05 última modificação: 28/07/2014 12h55

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realiza nesta sexta (6) e sábado (7) consultas públicas no Rio Grande do Norte para a criação do Parque Nacional de Furna Feia. O parque ficará entre os municípios de Mossoró e Baraúna e vai preservar um importante complexo de cavernas, além de fragmentos de caatinga.

A primeira reunião, na sexta, será realizada em Baraúna, a partir das 8h, no auditório da  Câmara Municipal, enquanto no sábado, a audiência ocorre em Mossoró, no mesmo horário, no auditório Amâncio Ramalho da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

A consulta pública é uma das etapas de criação de unidade de conservação (UC), prevista na legisção brasileira que regula o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). É uma reunião aberta em que a comunidade local pode expor sua opinião sobre a instalação da UC numa determinada região.


Reserva

Aproximadamente 40% da área proposta para a instalação do parque fazem parte da reserva legal do Projeto de Assentamento Rural Maisa, que tem 4.043 hectares, e é um dos maiores e mais importantes remanescentes de caatinga do estado, com fauna e flora ainda bem preservadas e bastante representativas.

Segundo o instituto, a área atualmente sofre intensa pressão por parte das comunidades vizinhas, principalmente as agrovilas dos assentamentos existentes. Essa pressão se dá, principalmente, pela extração irregular de madeira nativa, caça predatória e visitação desordenada às cavernas.

Na região, a fauna e a flora na área são bastante representativas. Os levantamentos apresentados, mesmo preliminares, sinalizam uma biodiversidade diversa: 105 espécies de plantas, distribuídas em 83 gêneros e 42 famílias, sendo 22 espécies endêmicas da caatinga; 101 espécies de aves com vários endemismos; 23 espécies de mamíferos e 11 espécies de répteis.

Várias dessas espécies constam em listas oficiais da fauna e flora ameaçadas de extinção. Por isso, a região é considerada uma das áreas prioritárias para ações de conservação da biodiversidade da fauna e flora da caatinga.


Fonte:
ICMBio

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