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Amazônia Legal concentra cerca de 45% da água subterrânea potável do País, diz IBGE

por Portal Brasil publicado: 01/06/2011 17h17 última modificação: 28/07/2014 12h55

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (1º) a publicação “Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal”, pesquisa que reúne informações sobre recursos naturais da região como vegetação e cobertura da terra, relevo, solos, rochas e recursos minerais. Os dados podem se tornar indicadores úteis no acompanhamento sistemático da utilização e do estado de conservação desses recursos.

As estatísticas selecionadas foram geradas a partir do Banco de Dados e Informações Ambientais (BDIA), mantido pelo IBGE, que reúne desde as informações levantadas pelo Projeto RadamBrasil, nas décadas de 1970 e 1980, até dados mais recentes, de 2002. Os dados de vegetação e relevo de toda Amazônia Legal, assim como parte dos dados relativos a solos e geologia.

Para o restante do território brasileiro, a meta é disponibilizar os dados até 2014. Embora as informações do BDIA não se prestem ao monitoramento em tempo real das mudanças da cobertura da terra na Amazônia Legal, auxiliam na compreensão de como esses processos ocorrem e as tendências para médio e longo prazo.

 

Amazônia Legal

A Amazônia Legal ocupa 5.016.136,3 quilômetros quadrados, que correspondem a cerca de 59% do território brasileiro. De acordo com o Censo 2010, vivem na região quase 24 milhões de pessoas distribuídas em 775 municípios nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins (98% da área do estado), Maranhão (79%) e Goiás (0,8%). 

Além de conter 20% do bioma cerrado, a região abriga todo o bioma Amazônia, o mais extenso dos biomas brasileiros, que corresponde a um terço das florestas tropicais úmidas do planeta, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e um quinto da disponibilidade mundial de água potável.

Os conhecimentos sobre a distribuição e frequência com que minerais e rochas ocorrem na Amazônia Legal possibilitam avaliar, por exemplo, o potencial de produção de água subterrânea (potencial hídrico); combustíveis fósseis (petróleo, por exemplo); e formação de concentrações de minérios de valor econômico na região. Ao todo, a pesquisa investigou 14 indicadores.

As rochas sedimentares, originadas a partir da alteração, erosão, transporte e deposição de qualquer outro tipo de rocha, compõem 66,8% da área da Amazônia Legal. Elas propiciam a formação de aquíferos porosos, espécie de reservatórios subterrâneos, capazes de armazenar água em quantidade suficiente para ser utilizada como fonte de abastecimento. Estima-se que 91% da água subterrânea do Brasil estariam em aquíferos porosos, dos quais 49,45% estariam na Amazônia Legal. Logo, a região responde por cerca de 45% de toda água subterrânea do País.

As maiores áreas de aquíferos porosos encontram-se no Amazonas, Mato Grosso e Pará. O Acre e o Maranhão têm os maiores índices de participação, superiores a 90%, reflexo de um subsolo constituído quase que unicamente por rochas sedimentares. Roraima (33,8%) e Amapá (33,2%) apresentam os percentuais mais baixos, embora as extensões de aquíferos porosos em ambos os estados também sejam bastante significativas.

Por ser formado predominantemente por rochas sedimentares, o subsolo da Amazônia Legal também tem potencial para exploração de combustíveis fósseis, o que pode ser confirmado pelos campos de petróleo e gás de Urucu, no Amazonas. Há boas perspectivas de acumulação dessas substâncias nas rochas sedimentares das bacias costeiras do Maranhão, Pará e Amapá, além de reservas de gás natural no município de Capinzal do Norte (MA).

Ainda nas áreas de rochas sedimentares, existe ainda a possibilidade de serem encontradas jazidas de calcário, utilizadas tanto na agricultura como para o fabrico de cimento; sal-gema e gipsita, fontes de gesso para medicina e construção civil; e anidrita, fonte de sulfato e cálcio.

A íntegra do estudo pode ser acessada através do site do IBGE.


Fonte:
IBGE

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