Você está aqui: Página Inicial > Meio Ambiente > 2011 > 06 > Ibama prevê multa de quase R$2 mi por ocupações irregulares e desmates no sudeste do Pará

Meio ambiente

Ibama prevê multa de quase R$2 mi por ocupações irregulares e desmates no sudeste do Pará

por Portal Brasil publicado: 09/06/2011 11h58 última modificação: 28/07/2014 12h55

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou 23 lotes onde ocorreram desmatamentos e exploração irregular de madeira no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Essas áreas, juntas, somam 340 hectares de florestas degradadas que começaram a ser alvos das autuações e embargos do instituto. As multas por desmatamento poderão chegar a R$ 1,7 milhão, segundo estimativa do instituto.

Em um dos lotes, o Ibama localizou e multou o ocupante em R$ 290 mil pela exploração ilegal de 58 hectares de mata nativa amazônica. O agricultor derrubou a floresta até na margem do rio para implantar pasto para gado, e usava a madeira para fazer carvão. Apesar de ocupar a terra, não era assentado e nem morava no projeto agroextrativista. Segundo os fiscais, ele comprou parte do lote de um assentado em agosto do ano passado, por R$ 5 mil, numa transação não reconhecida pelo Incra.

“É um caso que se repete em todo o assentamento. Das cerca de 200 famílias assentadas na época da criação do projeto (1997), temos hoje o dobro vivendo aqui, seja porque elas invadiram uma área ou a adquiriram ilegalmente. E o pior é que a maioria não vive do agroextrativismo, do uso sustentável da floresta, mas da exploração ilegal de madeira e carvão, além da criação de gado”, explica Marco Vidal, coordenador da operação do Ibama em Nova Ipixuna.

Um balanço do Ibama realizado em Marabá confirmou que 2,7 mil hectares de florestas foram derrubadas para criação de gado dentro do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em apenas três anos. 

Em 2007, as florestas somavam 12,3 mil hectares e as áreas de uso alternativo (ou seja, as já convertidas para pecuária ou agricultura, esta em menor escala) representavam 10,4 mil hectares. Em 2010, as florestas caíram para 9,6 mil hectares e as áreas de uso alternativo cresceram para 12,2 mil. “Mesmo sendo o único assentamento agroextrativista do sudeste do Pará, o estudo mostra que o Praialta-Piranheira repete o mesmo padrão de toda a Amazônia paraense. Perde-se floresta para a pecuária”, diz Vidal.


Fonte:
Ibama

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Crise Hídrica: governo vai financiar recuperação de nascentes de rios
Serão R$ 45 milhões para criar até 30 Áreas de Preservação Permanentes (APPs) em assentamento da reforma agrária próximos a 18 regiões metropolitanas do País
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
Serão R$ 45 milhões para criar até 30 Áreas de Preservação Permanentes (APPs) em assentamento da reforma agrária próximos a 18 regiões metropolitanas do País
Crise Hídrica: governo vai financiar recuperação de nascentes de rios

Últimas imagens

Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
ICMBio/Germano Woehl Junior
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Divulgação/Petrobras
Relatório da Unesco recomenda que cada país promova políticas para alcançar equilíbrio entre os setores da economia e a sustentabilidade dos recursos hídricos
Relatório da Unesco recomenda que cada país promova políticas para alcançar equilíbrio entre os setores da economia e a sustentabilidade dos recursos hídricos
Divulgação/Governo de São Paulo
Após reabilitação, quatro peixes-boi são devolvidos aos rios da Amazônia
Após reabilitação, quatro peixes-boi são devolvidos aos rios da Amazônia
Foto: Cláudio Sampaio/ICMBio
Após a apreensão, todos os animais foram devolvidos com vida ao rio Branco
Após a apreensão, todos os animais foram devolvidos com vida ao rio Branco
Divulgação/ICMBio

Governo digital