Meio ambiente
Incra inicia ação preventiva contra desmatamento em áreas de reforma agrária na Bahia
Uma experiência piloto de prevenção ao desmatamento em áreas de reforma agrária está sendo implantada na Bahia. A Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no estado, juntamente com a Polícia Ambiental, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), além do governo baiano, vem realizando visitas para verificar a condição ambiental de assentamentos, promover palestras sobre o tema aos moradores e coibir o comércio ilegal de madeira.
Na primeira semana de agosto, a força-tarefa esteve nos assentamentos Coroa Verde (em Barra do Rocha), Cosme Muniz (em Ilhéus) e Sossego I (em Camacan), onde vivem 104 famílias. A próxima visita será no mês de setembro, em assentamento ainda não definido. A meta é, até o fim do ano, percorrer 25 áreas de reforma agrária, a serem escolhidas de acordo com as demandas apresentadas pela Assessoria Técnica, Social e Ambiental do Incra.
Os assentados são orientados quanto às penalidades sofridas nos casos de comercialização ilegal de madeira. Nas situações mais graves, de acordo com o perito federal agrário do Incra Victor Fernandes, que participou das ações, a autarquia exclui a família do Programa Nacional de Reforma Agrária. “Já o Ibama lavra o auto de infração e encaminha processo para a Polícia Civil abrir inquérito”, acrescenta.
Para Fernandes, essa é uma iniciativa importante, pois além de fiscalizar o bom uso dos recursos naturais, previne situações de desmatamento e informa as possíveis consequências. “A presença do Ibama e da Polícia Ambiental, além do Inema, fortalece a ênfase na preservação ambiental e deixa claro para o assentado que o desmatamento é crime e que há punições”.
Fernandes destaca a importância das palestras sobre educação ambiental, uma vez que, conforme cita, parte das ocorrências verificadas está relacionada à falta de conhecimento das famílias sobre a forma correta de se obter autorizações ambientais ao utilizar madeira morta. Nesses casos, orienta, as famílias devem conversar com técnicos da Assessoria Técnica, Social e Ambiental do Incra, que encaminham as solicitações ao órgão ambiental competente.
Ainda durante as primeiras abordagens houve orientação sobre a forma correta de se implantar cultivos e os procedimentos para utilizar madeira no próprio assentamento. Segundo Fernandes, as famílias também aprendem a realizar denúncias de desmatamento e comercialização ilegal de madeira junto ao Incra, ao Ibama e à Polícia Ambiental.
Fonte:
Incra
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