Meio ambiente
Sistema do Inpe identifica 225 km² de áreas desmatadas na Amazônia em julho
O sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) identificou 224,94 quilômetros quadrados (km²) da floresta Amazônica desmatados por corte raso ou degradação progressiva no mês de julho. O Pará foi o estado que apresentou maior área degradada, com 93,74 km², seguido de Rondônia (52,42 km²) e Mato Grosso (51,43 km²).
Os números apontados pelo Deter são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o Inpe utiliza o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.
Ainda que importante na indicação de tendências do desmatamento, o resultado do Deter não é proporcional ao do Prodes. A estimativa da perda da floresta computada pelo programa, para o período de agosto de 2010 a julho de 2011, será divulgada pelo Inpe no final do ano.
Deter
Em operação desde 2004, o Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do Deter são enviados quase diariamente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável por fiscalizar as áreas de alerta.
O Deter utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.
A menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente sobre novos desmatamentos aos órgãos de fiscalização.
O sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.
Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o Inpe não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo Deter.
Fonte:
Inpe
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