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Governo e setor produtivo renovam Moratória da Soja

por Portal Brasil publicado: 13/10/2011 19h16 última modificação: 28/07/2014 12h57

O plantio de soja deixou de ser um dos vetores do desflorestamento na Amazônia, segundo estudo apresentado nesta quinta-feira (13): comparado ao total, o desmatamento para a cultura da soja, nos últimos quatro anos, correspondeu a 0,39% do total de hectares derrubados nos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia, responsáveis por 98% da produção do grão. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Ao apresentar os resultados do monitoramento, o Grupo de Trabalho da Soja também anunciou a renovação da Moratória por mais um ano, até 31 de janeiro de 2013. No compromisso, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) garantiu que não comprará a soja produzida na Amazônia em áreas desmatadas depois de 2006, quando foi firmado o pacto. 

Instituída em 24 de julho de 2006, a Moratória da Soja reúne o governo e 25 indústrias e exportadores da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que se comprometem a  não adquirir soja oriunda de áreas desflorestadas na Amazônia. O acordo vale desde julho daquele ano.

Apesar do resultado aparentemente positivo, um dado considerado desfavorável se destacou no monitoramento: na safra 2010/2011 foi constatado um aumento de 24% na área desmatada para o plantio da cultura em relação à safra anterior. Na safra 2009/2010 foram mapeados 6.295 ha desmatados para a soja. Segundo o Inpe, contribuíram para isso a situação favorável do mercado internacional da soja, o aumento da área submetida ao monitoramento e a utilização de áreas desflorestadas a mais de dois anos e só agora ocupadas com o cereal.

O estado que mais desmatou para plantar soja foi Mato Grosso, seguido pelo Pará, que se comprometeu a não comprar a soja produzida na Amazônia em áreas desmatadas depois de 2006. 

Código Florestal

Na avaliação da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o aumento verificado é  "residual" e pode estar associado ao período inicial dos debates sobre a reforma do Código Florestal. Segundo ela, a cadeia produtiva da soja está dando uma contribuição relevante para o combate ao desmatamento na Amazônia.

Já o presidente da Abiove, Carlos Lovatelli, acredita que as propostas de reforma do Código aprovada na Câmara dos Deputados levaram alguns produtores "desavisados" a apostarem no desmatamento para produzir, com expectativa de obterem anistia.


Fonte:
Inpe
MMA

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