Meio ambiente
Inpe registra 253,8 km² de alertas de desmatamento na Amazônia em setembro
O sistema de detecção do desmatamento em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Deter, identificou 253,8 km² de áreas de alerta de novos casos de desmatamento e degradação na Amazônia em setembro deste ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31).
O Mato Grosso é o estado da Amazônia Legal com maior área de alerta, chegando a 110,8 km² do total. Em seguida vem Rondônia (49,9 km²), Pará (46,9 km²), Amazonas (27,7 km²), Maranhão (7,7 km²), Acre (6,1 km²) e Roraima (2,5 km²). O Tocantins atingiu a menor área de alerta: 2,2 km². Segundo o Inpe, apenas 5% da Amazônia não foram observados em setembro.
O sistema Deter produz alertas diários sobre o desmatamento na Amazônia que servem para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta.
Em operação desde 2004, o Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados são enviados diariamente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável por fiscalizar as áreas de alerta.
O Deter utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Porém, nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.
Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.
A cada divulgação sobre o sistema de alerta Deter, o Inpe apresenta também um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos os dados relativos ao sistema, são públicos e podem ser consultados na internet.
Fonte:
Inpe
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