Meio ambiente
Novo plano de conservação completa rol de espécies ameaçadas de extinção na Mata Atlântica
O Plano de Ação Nacional para Conservação (PAN) dos Primatas do Nordeste é o plano que, juntamente com o PAN dos Mamíferos da Mata Atlântica Central e dos Muriquis, engloba todas as espécies de primatas ameaçadas de extinção na Mata Atlântica – que correspondem a 50% dos mamíferos brasileiros considerados criticamente ameaçados. O terceiro PAN de primatas foi construído entre os dias 19 e 21 de outubro, pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) durante oficina de trabalho no Hotel Ouro Branco, em João Pessoa (PB). O trabalho integrou a programação da semana em comemoração ao décimo aniversário do centro.
O plano atenderá a cinco espécies ameaçadas de extinção - macaco-prego-galego (Cebus flavius), guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul), guigó-da-Caatinga (Callicebus barbarabrownae), guigó-de-Coimbra-Filho (Callicebus coimbrai) e macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternos) – em áreas que incluem os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
O documento tem como objetivo ampliar o habitat disponível para esses animais e reduzir os conflitos socioambientais na área, como caça e tráfico, a fim de garantir populações viáveis para as espécies-alvo. “Esta é uma marca de relevância mundial”, comemora Leandro Jerusalinsky, o coordenador do CPB do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo ele, a Mata Atlântica é considerada um dos hotspots de biodiversidade do planeta, devido ao grande número de espécies endêmicas, ou seja, que só são encontradas nesse bioma e também ao alto nível de ameaça sobre elas. “Os primatas contribuem decisivamente para esse status, porque 23 de suas espécies apresentam ocorrência nesse bioma, sendo 16 delas endêmicas e 65% ameaçadas de extinção”, acrescenta Leandro.
PAN dos Mamíferos da Mata Atlântica Central
Nos dias 16 e 17 de outubro, no mesmo local, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) coordenou a primeira reunião de monitoria referente ao PAN dos Mamíferos da Mata Atlântica Central, que abrange os estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e partes de Minas Gerais e do Paraná. O plano atende a 27 espécies – incluindo 13 primatas – ameaçadas de extinção.
Na ocasião, foram apresentados os resultados parciais das ações atribuídas a cada entidade envolvida no PAN, aprovado em dezembro de 2010.
“A avaliação foi positiva, mas percebemos que precisamos avançar em alguns pontos, como a captação de recursos junto ao governo e empresas interessadas em abraçar a ideia”, pondera Leandro. De acordo com o coordenador, o PAN precisa de mais de R$ 50 milhões para ser plenamente executado. “Temos de considerar que se trata de uma iniciativa para salvar 27 espécies ameaçadas e ainda beneficiar várias outras, que não correm risco ou não são mamíferos, mas também habitam a área assistida e poderão desfrutar das medidas de conservação”, avalia.
Acesse o PAN dos Mamíferos da Mata Atlântica Central e dos Muriquis aqui.
Fonte:
Instituto Chico Mendes
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