Você está aqui: Página Inicial > Meio Ambiente > 2011 > 11 > Sistema Único de Assistência Social vai priorizar vítimas de escalpelamento

Meio Ambiente

Sistema Único de Assistência Social vai priorizar vítimas de escalpelamento

por Portal Brasil publicado: 22/11/2011 20h06 última modificação: 28/07/2014 12h58

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, e o defensor público-geral Haman Cordova, da Defensoria Pública da União (DPU), assinaram termo de cooperação técnica para a inserção de vítimas de escalpelamento nos serviços e benefícios do Sistema Único de Assistência Social (Suas), nesta terça-feira (22), em Brasília.

Esse tipo de acidente acontece em maior proporção com a população ribeirinha da região amazônica. A falta da tampa no motor, no eixo e na hélice dos barcos provoca escalpelamento e mutilação de membros, deixando sequelas físicas e emocionais. “Assinamos um acordo com a DPU para garantir a inclusão dessa população no conjunto das políticas públicas. A rede de assistência social vai identificar essas vítimas e garantir, em alguns casos, a inserção no mercado de trabalho”, afirmou a ministra.

O acordo prevê o encaminhamento das vítimas para atendimento nos serviços e benefícios do Suas. O ministério  se compromete a promover estudos sobre problema, a acolher as vítimas nos serviços socioassistenciais, e a inseri-las no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), conforme avaliação médica e socioassistencial.

De acordo com o defensor público-geral, os traumas sofridos por essas pessoas as excluem da sociedade. A maioria são mulheres e crianças que têm dificuldade em acessar postos de saúde e serviços da assistência social. “Nossa ideia é oferecer a elas cursos de capacitação e reinseri-las no mercado de trabalho para que tenham acesso ao estudo”, explica.

A ministra Tereza Campello afirmou que o Plano Brasil Sem Miséria pretende alcançar as vítimas de escalpelamento por meio das equipes volantes e dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). “Estamos construindo agora, no Brasil Sem Miséria, todo um trabalho com o Cras itinerante. Ele vai desempenhar papel estratégico na região amazônica e certamente algumas dessas vítimas serão atendidas pelas equipes volantes”, completou.

A secretária nacional de Assistência Social do MDS, Denise Colin, explica que a assistência social deve trabalhar também na orientação sobre a lei de combate e prevenção ao escalpelamento, que torna obrigatória a proteção nas embarcações. “A proposta é que a política de assistência social possa prestar atendimento continuado e sistemático às vítimas e às suas famílias, e orientar a população ribeirinha que usa essas embarcações.”

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, participou da assinatura do acordo de cooperação e assinou o documento como testemunha. Por intermédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), as vítimas podem acessar benefícios da Previdência Social, conforme avaliação médica e social.

A presidenta da Associação das Mulheres Ribeirinhas e Vítimas de Escalpelamento da Amazônia, Rosinete Rodrigues Serrão, aponta a superlotação nos barcos e a falta de proteção no eixo do motor como as principais causas desse tipo de acidente. Além de perder o couro cabeludo (escalpo), a pessoa pode perder parte da pele e membros quando a roupa se prende ao eixo. Prender o cabelo, usar boné, manter-se distante do motor e protegê-lo com tampa são dicas para evitar acidentes. 

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Crise Hídrica: governo vai financiar recuperação de nascentes de rios
Serão R$ 45 milhões para criar até 30 Áreas de Preservação Permanentes (APPs) em assentamento da reforma agrária próximos a 18 regiões metropolitanas do País
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
Serão R$ 45 milhões para criar até 30 Áreas de Preservação Permanentes (APPs) em assentamento da reforma agrária próximos a 18 regiões metropolitanas do País
Crise Hídrica: governo vai financiar recuperação de nascentes de rios

Últimas imagens

Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
ICMBio/Germano Woehl Junior
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Divulgação/Petrobras
Relatório da Unesco recomenda que cada país promova políticas para alcançar equilíbrio entre os setores da economia e a sustentabilidade dos recursos hídricos
Relatório da Unesco recomenda que cada país promova políticas para alcançar equilíbrio entre os setores da economia e a sustentabilidade dos recursos hídricos
Divulgação/Governo de São Paulo
Após reabilitação, quatro peixes-boi são devolvidos aos rios da Amazônia
Após reabilitação, quatro peixes-boi são devolvidos aos rios da Amazônia
Foto: Cláudio Sampaio/ICMBio
Após a apreensão, todos os animais foram devolvidos com vida ao rio Branco
Após a apreensão, todos os animais foram devolvidos com vida ao rio Branco
Divulgação/ICMBio

Governo digital