Meio ambiente
Desenvolvimento sustentável é responsabilidade mundial, diz Gilberto Carvalho
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, vai discutir um novo modelo de desenvolvimento em que os países ricos também assumam compromissos e responsabilidades com a sustentabilidade. Segundo o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a Rio+20 não será uma conferência climática ou ambiental, mas uma conferência que discutirá um mundo socialmente justo.
No programa de rádio Bom Dia Ministro, transmitido nesta quinta-feira (2), Gilberto Carvalho disse ainda que, na Rio+20, haverá uma pressão para que todos os países adotem normas e regras de um desenvolvimento sustentável, que foi o tema do Fórum Social Temático realizado em Porto Alegre.
“Se todos nós concordamos que o desenvolvimento deve ser sustentável, nós entendemos que não é possível que os países desenvolvidos queiram impor aos países em desenvolvimento um padrão de desenvolvimento que pague o preço da exploração da natureza que eles já fizeram lá no Norte do mundo. Muitas vezes, a tendência dos países desenvolvidos é pagar, dar um crédito financeiro, obrigando e constrangendo os países do Sul do mundo, do chamado terceiro mundo, dos países em desenvolvimento, a que eles apenas façam a preservação da natureza. E lá no Fórum se discutiu intensamente a ideia de que o desenvolvimento sustentável é uma responsabilidade do mundo todo”, explicou o ministro.
Ele defendeu ainda a participação da sociedade na construção desse novo modelo de desenvolvimento, lembrando a mobilização social motivada pela construção da usina de Belo Monte, no Pará. Segundo Gilberto Carvalho, Belo Monte será construída para atender à alta demanda por energia provocada pelo crescimento da economia. Além disso, a usina se enquadra na perspectiva de manutenção de uma matriz energética limpa e renovável.
“Se criaram muitos mitos em relação a Belo Monte. Entre as determinações para a construção de Belo Monte, nós estamos demarcando áreas indígenas, preservando áreas. Toma-se hoje uma série de cuidados para que Belo Monte seja um novo exemplo de um tipo de construção adequada de usina. E rigorosamente não é verdade que não foram percorridos todos os caminhos necessários para a questão da licença ambiental. O governo não é maluco de ir para cima da lei; o governo tomou todos os cuidados e todo o processo das consultas públicas, todo o processo do licenciamento ambiental foi realizado e, agora, graças a Deus, apesar da polêmica, a usina está em plena construção e, em breve, o País poderá contar com mais esse grande arsenal de energia elétrica.”
Ouça aqui o programa de rádio Bom Dia, Ministro.
Fonte:
Blog do Planalto
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