Você está aqui: Página Inicial > Meio Ambiente > 2012 > 04 > Mudanças climáticas causam aumento no número de eventos extremos

Meio Ambiente

Mudanças climáticas causam aumento no número de eventos extremos

Legislação ambiental

Projeções do Inpe apontam para diminuição do volume de chuvas na região Norte, aumento da temperatura no Centro Oeste, seca no Nordeste, aumento de extremos de seca, chuva e temperatura no Sudeste e aumento do volume de chuvas no Sul
por Portal Brasil publicado: 11/04/2012 19h28 última modificação: 29/07/2014 09h01
Marcello Casal Jr/ABr Moradores de grandes cidades sofrem com chuvas e inundações

Moradores de grandes cidades sofrem com chuvas e inundações

As projeções do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC – sigla em inglês) da ONU sobre o aquecimento do planeta foram fundamentais para alertar a sociedade e os governos para a questão.

Segundo os estudos realizados pelo grupo, que reúne cientistas do mundo todo, nos próximos 100 anos poderá haver um aumento da temperatura média global entre 1,8ºC e 4,0ºC. Além disso, o nível médio do mar deve subir entre 0,18 m e 0,59 m, o que pode afetar significativamente a atividade humana e os ecossistemas terrestres. 

Para se ter uma ideia de como o processo de aquecimento da Terra está acelerado, basta saber que o planeta demorou 10 mil anos para que a temperatura aumentasse 5ºC. Agora pode levar apenas 200 anos para aumentar mais 5°C. 

Com o objetivo de projetar as consequências desse fenômeno para o Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) traçou dois cenários: um pessimista, que estima aumento da temperatura no País entre 4ºC e 6°C, e outro otimista, com alta entre 1ºC e 3°C. 

As duas projeções apontam para diminuição do volume de chuvas na região Norte, aumento da temperatura no Centro Oeste, seca no Nordeste, aumento de extremos de seca, chuva e temperatura no Sudeste e aumento do volume de chuvas no Sul, mas com alta evaporação por causa do calor, o que afeta o balanço hídrico. 

“Essas alterações climáticas causam aumento do número de eventos extremos, ou seja, passam a ocorrer mais vezes chuvas fortes, por exemplo, que provocam enchentes e deslizamentos”, afirma o geólogo Eduardo Macedo. 

O Brasil possui legislação que lida com essa questão, que é a Política Nacional sobre Mudança do Clima. Ela estabelece metas como a redução da emissão de gases de efeito estufa entre 36% e 39% até 2020, tendo como base as emissões previstas para aquele ano.

Multidisciplinar

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT)  possui hoje 13 subprojetos voltados para o estudo das mudanças climáticas, com o objetivo de produzir conhecimento sobre o assunto de uma forma que seja acessível aos tomadores de decisão. 

Para Paulo Nobre, pesquisador do INCT, as mudanças climáticas afetam a economia, as energias renováveis, o meio ambiente, a saúde. Por isso, o desafio é tratar o tema de forma multidisciplinar, quantificar os efeitos e incorporar as políticas públicas.

O geólogo Macedo acredita que é cedo para relacionar os atuais eventos climáticos com o aquecimento global. E alerta: “Diminuir a emissão dos gases não vai fazer o fenômeno parar. Vai demorar mais 100 anos para o planeta voltar ao que era antes. Nós temos que nos adaptar à nova realidade”.

Fontes:
MInistério do Meio Ambiente
Lei 12.187/09
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC)
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT)

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

Banner - Combate às Queimadas

Últimos vídeos

ICMBio completa 10 anos de atuação
Instituto agrega 324 unidades de conservação, que somam quase 80 milhões de hectares - o equivalente a 9% do território nacional
Confira as oportunidades geradas pelas Unidades de Conservação
Unidades de Conservação oferecem oportunidades para as comunidades do entorno e também aos visitantes. Confira entrevista com o presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski
ICMBio amplia trabalho de prevenção a incêndios
Presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, explica as ações do instituto para combater queimadas que ameaçam flora e fauna do País
Instituto agrega 324 unidades de conservação, que somam quase 80 milhões de hectares - o equivalente a 9% do território nacional
ICMBio completa 10 anos de atuação
Unidades de Conservação oferecem oportunidades para as comunidades do entorno e também aos visitantes. Confira entrevista com o presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski
Confira as oportunidades geradas pelas Unidades de Conservação
Presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, explica as ações do instituto para combater queimadas que ameaçam flora e fauna do País
ICMBio amplia trabalho de prevenção a incêndios

Últimas imagens

Redução chega a 76% quando comparada a 2004. Os estados com maior queda são Tocantins (55%) e Roraima (43%)
Redução chega a 76% quando comparada a 2004. Os estados com maior queda são Tocantins (55%) e Roraima (43%)
Foto: Gilberto Soares/MMA
Processos passaram a ser mais ágeis, dinâmicos, e conferem mais vantagens aos produtores
Processos passaram a ser mais ágeis, dinâmicos, e conferem mais vantagens aos produtores
Foto: Eduardo Aigner/MDA
Nos municípios selecionados, haverá direcionamento das ações de fiscalização ambiental
Nos municípios selecionados, haverá direcionamento das ações de fiscalização ambiental
Divulgação/Ministério do Meio Ambiente

banner_servico.jpg

Governo digital