Você está aqui: Página Inicial > Meio Ambiente > 2012 > 04 > Resíduos e rejeitos dispostos em aterros sanitários aumentou 120% em oito anos

Meio ambiente

Resíduos e rejeitos dispostos em aterros sanitários aumentou 120% em oito anos

por Portal Brasil publicado: 25/04/2012 19h11 última modificação: 29/07/2014 09h00

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que foi aprovada há dois anos, está presente apenas em 18% dos municípios brasileiros. Nas cidades onde a coleta seletiva já estava implementada, a quantidade de material recuperado nesses programas ainda é pequena quando comparado com o total coletado.

Segundo o levantamento Plano Nacional de Resíduos Sólidos: Diagnóstico dos Resíduos Urbanos, Agrosilvopastoris e a Questão dos Catadores, divulgado nesta quarta-feira (25), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a quantidade de resíduos e rejeitos dispostos em aterros sanitários aumentou 120%, entre 2000 e 2008.

“Os municípios de pequeno e médio porte apresentaram acréscimos significativos na quantidade total de resíduos e rejeitos dispostos em aterros sanitários”, acrescenta. Para o instituto, esse incremento pode ser resultado do recebimento de resíduos produzidos, coletados ou gerados nos municípios de grande porte.

Apesar do incremento das ações, o estudo mostra que, no caso dos metais, por exemplo, das 9,8 milhões de toneladas de resíduos reciclados em um ano, apenas 0,7% foi recuperado pela coleta seletiva. Na reciclagem de 3,8 milhões toneladas de papel e papelão, a coleta seletiva respondeu por 7,5% e, no caso do plástico (962 mil toneladas/ano) e vidro (489 mil toneladas/ano), a recuperação dos materiais a partir da coleta seletiva foi pouco maior que 10%.

De acordo com o Ipea, os números indicam que a reciclagem no País ainda é mantida pela reciclagem pré-consumo e pela coleta pós-consumo informal.

Em relação à coleta regular total, o levantamento mostra que a cobertura no País vem crescendo e alcançou, em 2009, 90% dos domicílios brasileiros. A distribuição, entretanto, revela uma desigualdade entre a área urbana, onde a coleta supera o índice de 98%, e as áreas rurais, onde a cobertura ainda não atinge 33%.

“A geração de resíduos sólidos urbanos tende a aumentar não apenas com o aumento da população, mas também com o aumento da renda, principalmente quando estratos da população que tinham acesso muito restrito a produtos industrializados e embalados ganham poder de compra”, alerta o documento.

Os dados revelam, ainda, que mais de 74 mil toneladas de lixo ainda são encaminhadas, diariamente, para os lixões do País ou para aterros controlados - antigos lixões que passaram por melhorias para virarem aterros.

De acordo com a PNRS, os municípios brasileiros devem eliminar os lixões até 2014. A menos de dois anos do prazo final, o relatório aponta a existência de 2,9 mil áreas como essas distribuídas em quase três mil municípios.

“Os consórcios públicos para a gestão dos resíduos sólidos podem ser uma forma de equacionar o problema dos municípios que ainda têm lixões como forma de disposição final”, sugerem os pesquisadores do Ipea.

O instituto ainda alerta para o problema do resíduo orgânico, que não é coletado separadamente no País. “Essa forma de destinação gera despesas que poderiam ser evitadas caso a matéria orgânica fosse separada na fonte e encaminhada para um tratamento específico, por exemplo, para compostagem”, sugere.

Segundo o levantamento, do total estimado de resíduos orgânicos que são coletados (94 mil toneladas por dia), apenas 1,6% é encaminhado para tratamento em usinas de compostagem, que controlam a decomposição desses materiais para obter um material final rico em nutrientes que pode ser usado como adubo, por exemplo.

“No geral, pode se afirmar que as maiores deficiências na gestão dos resíduos sólidos encontram-se nos municípios de pequeno porte, com até 100 mil habitantes, e naqueles localizados na região Nordeste”, avalia o relatório.

 

Fonte:
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Crise Hídrica: governo vai financiar recuperação de nascentes de rios
Serão R$ 45 milhões para criar até 30 Áreas de Preservação Permanentes (APPs) em assentamento da reforma agrária próximos a 18 regiões metropolitanas do País
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
Serão R$ 45 milhões para criar até 30 Áreas de Preservação Permanentes (APPs) em assentamento da reforma agrária próximos a 18 regiões metropolitanas do País
Crise Hídrica: governo vai financiar recuperação de nascentes de rios

Últimas imagens

Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
ICMBio/Germano Woehl Junior
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Divulgação/Petrobras
Relatório da Unesco recomenda que cada país promova políticas para alcançar equilíbrio entre os setores da economia e a sustentabilidade dos recursos hídricos
Relatório da Unesco recomenda que cada país promova políticas para alcançar equilíbrio entre os setores da economia e a sustentabilidade dos recursos hídricos
Divulgação/Governo de São Paulo
Após reabilitação, quatro peixes-boi são devolvidos aos rios da Amazônia
Após reabilitação, quatro peixes-boi são devolvidos aos rios da Amazônia
Foto: Cláudio Sampaio/ICMBio
Após a apreensão, todos os animais foram devolvidos com vida ao rio Branco
Após a apreensão, todos os animais foram devolvidos com vida ao rio Branco
Divulgação/ICMBio

Governo digital