Meio ambiente
Meio Ambiente defende veto ao Código Florestal
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu, nesta segunda-feira (7), veto "realista" ao Código Florestal aprovado no Congresso Nacional, salientando, que é preciso buscar alternativas para que não haja instabilidade jurídica no País. "Não tenho nenhum problema em pedir o veto, tenho problema de lidar com a realidade depois disso, garantir condições para quem produz alimentos e protege o meio ambiente com inclusão social", afirmou. "Ao vetar, é preciso pensar no que fica depois, porque os problemas socioambientais não podem ser empurrados com a barriga".
A declaração foi feita na abertura do Colóquio Internacional sobre a Carta da Terra, parceria da Comissão de Meio Ambiente do Senado, União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, sigla em inglês) e Carta da Terra Internacional. Segundo Izabella Teixeira, o governo deve dialogar com toda a sociedade e buscar o caminho da justiça socioambiental, com a adoção de regras claras e leis aplicáveis: "Como ministra do Meio Ambiente é preciso defender os interesses de todos os brasileiros e não os de um grupo ou de outro", acrescentou.
RIO+20
A ministra disse acreditar no sucesso pleno da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). "A conferência afirma e reafirma o desenvolvimento sustentável como único caminho para o planeta", afirmou. "Não há como mudar o paradigma do desenvolvimento sustentável. O que está em debate é como fazer, como colocar em prática e traduzir isso em vários caminhos. A conferência é a alavanca para chamar todos para a ação".
E chamou atenção para a importância em se discutir o desenvolvimento sustentável sob o pilar econômico, destacando que as estratégias para a erradicação da pobreza fazem parte da Rio+20, principalmente sob o prisma do consumo sustentável. "Uma vez erradicada a pobreza, como essa população deve consumir?", indagou. "Nós todos temos que consumir melhor, com maior impacto e maior eficiência energética".
Fonte:
Ministério do Meio
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