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Meio ambiente

Líderes indígenas do Brasil e do exterior acendem fogo sagrado dos Jogos Verdes da Rio+20

por Portal Brasil publicado : 14/06/2012 14:15
Francisco Medeiros/Ministério do Esporte Cerimônia do Fogo Ancestral, com acendimento do fogo sagrado, abre Jogos Verdes Indígenas na Rio+20

Cerimônia do Fogo Ancestral, com acendimento do fogo sagrado, abre Jogos Verdes Indígenas na Rio+20

400 índios de 20 etnias nacionais participam das competições


Líderes indígenas do Brasil e de países americanos abriram na tarde de quarta-feira (13) os Jogos Verdes Indígenas da Kari-Oca na Conferência Internacional das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade, a Rio+20, com o acendimento do fogo sagrado, na cerimônia do Fogo Ancestral.

Dois pajés do Canadá, um dos Estados Unidos, um da Guatemala e um do México, além de líderes espirituais brasileiros das etnias Guarani, Terena e Kaiapó, participaram da cerimônia, realizada no mesmo local da Eco-92, há 20 anos. No ritual, o fogo significa a luz que ilumina os caminhos e a fumaça que limpa o ar das coisas ruins.

“O fogo significa o nascimento de todos os esportes do mundo. É um processo espiritual de um encontro baseado na contemplação de toda forma de vida”, explicou o presidente do Comitê Intertribal, Marcos Terena. 

A competição começa nesta quinta-feira (14) e vai até 22 de junho, com a participação de 400 índios de 20 etnias nacionais. Os Jogos Verdes Indígenas tem o apoio dos ministérios do Esporte e da Cultura, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da prefeitura do Rio de Janeiro. Essa edição é uma versão reduzida dos Jogos dos Povos Indígenas, organizados a cada dois anos.


Os índios participam de debates sobre economia verde

Índígenas de 20 etnias das Américas e da Ásia estão preocupados com a preservação de suas terras e com a forma como essas populações serão inseridas no desenvolvimento da economia verde. Na avaliação do articulador na conferência, Marcos Terena, os povos já manifestaram o receio de que os recursos naturais se misturem com a lógica da economia formal. “Nós não concordamos com isso e é preciso que a economia verde não seja apenas um slogan ou argumentos teóricos, já que, no nosso ponto de vista, a pobreza não está nas comunidades indígenas, e sim, na modernidade e nos grandes centros urbanos”, destacou.

Ao final das discussões, que vão durar três dias, será elaborado um documento com sugestões a ser entregue aos chefes de Estado que estarão reunidos na conferência.



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Fonte:

Ministério do Esporte

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