Meio ambiente
Curso de embalagens ajuda a minimizar impactos ambientais e incentiva produção sustentável
Aulas resultam da parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto de Embalagens e seguem até 25 de abril
Do total do lixo doméstico produzido mundialmente, cerca de um terço é constituído apenas por embalagens. Para garantir que o consumo e que a produção sejam menos agressivos ao meio ambiente, é importante que as embalagens sejam confeccionadas com materiais adequados e de maneira sustentável.
Pensando nisso, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Instituto de Embalagens, promove o curso "Embalagens de A a V - do Aço ao Vidro", de 22 a 25 de abril. O evento é direcionado a engenheiros, técnicos, designers, compradores, profissionais de logística, marketing e demais áreas relacionadas ao desenvolvimento de embalagens.
Realizado no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília (DF), o curso busca apresentar um resumo sobre as propriedades dos materiais utilizados no País para a confecção de embalagens. Além de aprender sobre cada tipo de material, os participantes do curso também recebem informações sobre as formas corretas de produção, utilização e descarte. O cronograma completo do curso pode ser encontrado aqui.
A analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Mariana Silva, afirma que o evento busca também minimizar os danos causados pela produção de embalagens, incentivando novas formas de produção. "Existem empresas que produzem garrafa PET com o rótulo direto na garrafa, transformando dois materiais em apenas um. Isso facilita o momento da coleta e acelera o processo da reciclagem", exemplifica Mariana.
Em geral, pequenos detalhes durante o processo de fabricação das embalagens colaboram no saldo final com o meio ambiente. "Outro exemplo do que pode ser feito são os produtos de higiene que já possuem a tampa ligada ao frasco. Afinal, a criação em peças separadas e a união das peças, posteriormente, demanda energia, que pode ser economizada", continua a analista.
Participação do consumidor
Segundo o Instituto de Embalagens, a escolha do material para a produção de embalagens é focada, inicialmente, no pré-consumo. Ou seja, os materiais escolhidos, além de serem reutilizáveis, devem sobreviver ao transporte e ao estoque, para que ocorra uma expansão territorial do consumo do produto.
A questão da educação ambiental entra, especialmente, na fase do pós-consumo. Neste momento, o consumidor é quem passa a ser um importante agente, pois quanto mais próxima a forma de descarte das embalagens for da ideal, maior a possibilidade de reciclagem.
O descarte ideal das embalagens é feito a partir de três passos: separação entre o reciclável e não reciclável (como a limpeza das embalagens, excluindo restos de alimentos); separação entre os tipos de materiais (metal, vidro, plástico ou papel); e reaproveitamento do que for reutilizável.
Embora o plástico seja produzido a partir do petróleo e demore mais tempo para ser absorvido pelo meio ambiente, ele e o alumínio podem ser reciclados e reutilizados na produção de tênis, por exemplo. Assim como os materiais que derivam da celulose (papéis em geral) podem ser transformados em novos papéis. Os vidros também podem ser reutilizados, depois de moídos por indústrias de reciclagem.
Fontes:
Associação Brasileira de Embalagens
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