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Meio Ambiente

Combate à desertificação deve integrar missão institucional

Desertificação

Avanço do processo terá um custo de US$ 27 bilhões em 11 países do Continente
publicado: 04/09/2013 00h00 última modificação: 29/07/2014 23h50
Divulgação/Fundação Joaquim Nabuco A desertificação é considerada a raiz de problemas políticos e socioeconômicos

A desertificação é considerada a raiz de problemas políticos e socioeconômicos

O efeito das mudanças climáticas associado ao avanço do processo de desertificação, que atinge 25% das terras secas na América Latina onde vivem 125 milhões de pessoas, terá um custo de US$ 27 bilhões em 11 países do Continente. A informação foi dada pela especialista em meio ambiente do Departamento Nacional de Obras contra Secas (Dnocs), Raquel Pontes, na 1ª Conferência Científica da Iniciativa Latinoamericana e Caribenha de Ciência e Tecnologia (ILACCT), realizada em agosto. 

O combate à desertificação não é responsabilidade do departamento, porém, no projeto de restruturação do órgão, que tramita no governo federal, o assunto passará a integrar a missão institucional. "Com a reestruturação, o Dnocs terá obrigação institucional de tratar a degradação de terras nas regiões vulneráveis como o semiárido´´, disse Raquel.

Para ela, o evento trouxe como resultado o conhecimento da situação da América Latina e contribuiu para a organização da América do Sul de modo a colocar na pauta a importância da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação do ponto de vista nacional de cada um dos países.

No objetivo de monitorar o estado da desertificação no semiárido, a Diretoria do Departamento recomendou a introdução do tema numa das telas da Sala de Situação, que permitirá visualizar online as ações e obras hídricas nas regiões mais vulneráveis. A especialista em meio ambiente do Dnocs informa que realiza em conjunto com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) um estudo sobre o processo de desertificação no Ceará, em Irauçuba e municípios dos Inhamuns.

Desertificação

Para a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, a desertificação, além de comprometer o equilíbrio ambiental do planeta, é a raiz de problemas políticos e socioeconômicos, como a pobreza, a segurança alimentar e as precárias condições de vida das populações mais vulneráveis. Por esse motivo, o acordo internacional apresenta como fundamental o papel da sociedade civil na luta pelo combate à desertificação.

A Convenção foi assinada em 1994 em Paris, França, sendo ratificada pelo Brasil em 1997.

 

Fonte:

Departamento Nacional de Obras contra Secas 
Ministério do Meio Ambiente

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Assunto(s): Meio ambiente, Água

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