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Meio Ambiente

Feira vai reunir mais de três mil indígenas do Brasil e exterior

Exposição

IX Feira Krahô de Sementes Tradicionais trará comidas típicas, artesanato, pinturas corporais e apresentações culturais
por Portal Brasil publicado: 14/10/2013 13h03 última modificação: 29/07/2014 09h24
Divulgação/Governo de Tocantins Durante a Feira, cada aldeia leva suas sementes e variedades

Durante a Feira, cada aldeia leva suas sementes e variedades

O município de Itacajá, Tocantins, irá receber a IX Feira Krahô de Sementes Tradicionais. O evento vai desta segunda-feira (14) até o dia 18 de outubro.

Já está em sua nona edição, a feira objetiva desenvolver ações para incrementar a segurança alimentar indígena, incentivar à conservação local das variedades agrícolas tradicionais e promover a capacitações nas áreas de agroecologia e artesanato, entre outros.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Terezinha Dias, que é uma das coordenadoras do evento, as feiras de sementes estimulam a conservação das variedades agrícolas tradicionais, pela valorização do orgulho da herança cultural relacionada aos recursos genéticos. “Além de sementes tradicionais, as feiras possibilitam às etnias compartilhar também aspectos culturais, como festas, cantos, danças, comidas, pinturas corporais, artesanatos, tornando o evento uma grande confraternização”, explica.

A Feira Krahô de Sementes Tradicionais foi realizada pela primeira vez em 1997. Na última edição, em 2010, o evento reuniu cerca de 2.500 pessoas de 10 etnias. Este ano, vai contar com mais de três mil indígenas, incluindo representantes das aldeias Krahô e de outras trinta etnias do Brasil e do exterior. 

Além dos povos indígenas, pesquisadores e indigenistas, o evento agrega também representantes de organizações governamentais e não governamentais, outros profissionais e acadêmicos, bem como a população do entorno da área indígena.

“A troca de sementes entre os índios Krahô acontece tradicional e culturalmente, mas ao longo dos anos instituições parceiras começaram a realizar a Feira junto com eles, e hoje, a dimensão do evento é grande, envolvendo indígenas de outros estados e países e instituições colaboradoras”, afirma Nadi Rabelo da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que também atua na organização do evento. 

Relação entre a Embrapa e comunidades indígenas

A relação entre a Embrapa e as comunidades indígenas começou em 1995, quando representantes do povo indígena Krahô, do Tocantins, procuraram a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, DF, em busca de sementes tradicionais de milho e amendoim, que estavam conservadas nas câmaras de conservação da Unidade, onde mais de 100 mil amostras de sementes são conservadas a 20ºC abaixo de zero.

O objetivo dos índios Krahôs era reintroduzir as variedades tradicionais nas suas roças, pois o processo de aculturação deste povo indígena levou à substituição das suas sementes tradicionais por sementes comerciais e híbridos que, muitas vezes, não são adequadas ao seu sistema de cultivo a as suas necessidades alimentares.

A interação entre esta comunidade indígena e a Embrapa levou à assinatura de um convênio entre a Empresa e a FUNAI, visando não só oficializar e facilitar esse trabalho, como também estendê-lo a outras comunidades indgenas, que enfrentam os mesmos problemas e necessidades dos Krahô.

“As terras indígenas ocupam quase 12% do território nacional - cerca de 104 milhões de hectares – com grandes extensões territoriais na Amazônia, que embora sujeita às depredações dos recursos naturais, às invasões e explorações, ainda atendem às demandas alimentares das comunidades indígenas. No restante do Brasil o quadro é diferente: os povos indígenas habitam territórios exíguos e bastante danificados do ponto de vista ambiental e não conseguem atender às demandas alimentares e sócio-culturais”, afirma Terezinha.

Por isso, uma das prioridades da Embrapa hoje é reforçar a parceria com povos indígenas buscando, ao mesmo tempo, favorecer projetos de segurança alimentar, conservação e promoção da biodiversidade, com foco em pesquisas e ações de desenvolvimento local sustentável e valorização cultural.

Fonte:
Embrapa

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