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Meio Ambiente

Programa Água Doce investe R$ 36,9 milhões em Pernambuco

Recursos Hídricos

Ação irá estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano
por Portal Brasil publicado: 29/10/2013 17h23 última modificação: 29/07/2014 09h25

O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ney Maranhão, assinou, na manhã desta terça-feira (29), convênio do Programa Água Doce com o estado de Pernambuco. O investimento de R$ 36,9 milhões beneficiará com água potável 85 mil pessoas do Semiárido pernambucano. A assinatura aconteceu na abertura do SemiáridoShow, feira promovida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que mostra as potencialidades do Semiárido, por meio de tecnologias que proporcionam melhor convivência com as características peculiares do solo e clima da região.

O convênio tem como meta a implantação e recuperação de 150 sistemas de dessalinização e 20 unidades produtivas em 170 comunidades rurais da região. “É um programa fantástico. Serão 150 unidades de dessalinização e 20 unidades produtivas que, além de oferecer água potável, terão os tanques de tilápias, fonte de proteína e renda para as comunidades, e também os canteiros de erva-sal (atriplex) que serve de alimento para caprinos, ovinos e bovinos”, explicou Maranhão. “Aqui tem uma unidade demonstrativa de 5 mil metros quadrados. Dá pra ver direitinho como funciona. O melhor é que é uma solução permanente para a questão da falta de água potável das comunidades. 

O dinheiro será investido no diagnóstico das comunidades, instalação e recuperação dos sistemas de dessalinização e manutenção preventiva dos equipamentos. O diagnóstico é a primeira etapa. A partir desse estudo serão conhecidas as condições socioambientais e informações referentes aos sistemas de abastecimento de água das comunidades rurais da região que sofrem com a falta de água potável. Serão diagnosticadas 510 comunidades. 

O que é

A unidade é um sistema de produção sustentável integrado por três subsistemas independentes. No primeiro momento, a água é captada pelo poço profundo, enviada a um dessalinizador e em seguida armazenada em um reservatório para distribuição. No segundo, o resíduo do dessalinizador, água muito salina, é utilizado para o cultivo da tilápia. Em seguida, o concentrado dessa criação, rico em matéria orgânica, é aproveitado para a irrigação da erva-sal (Atriplex nummularia), que, por sua vez, é utilizada na produção de feno para a alimentação de ovinos e caprinos da região, fechando, assim, o sistema de produção ambientalmente sustentável. 

São ações integradas, de forte impacto social, que, além de produzir água potável para as comunidades atendidas, proporciona o aproveitamento econômico dos resíduos do processo. Como resultado, há melhoria da qualidade de vida da população e redução do impacto ambiental.

Objetivo

Em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e a sociedade civil, o Programa Água Doce tem por objetivo estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, com a instalação desses sistemas de dessalinização nas comunidades mais carentes da região.

Os municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), altos percentuais de mortalidade infantil, baixos índices pluviométricos com dificuldades de acesso aos recursos hídricos serão os primeiros a serem contemplados. Assim como o Índice de Condição de Acesso à Água do Semiárido (ICAA), desenvolvido a partir do cruzamento dos indicadores citados acima.

Entre os principais parceiros destacam-se Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobrás, Fundação Banco do Brasil, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Campina Grande, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM). Os recursos estão disponíveis desde o ano passado.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

 

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